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Buraco na rua gera mais do que a dor

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Tudo começou com uma fratura. Conforme noticiado pelo JC na edição do último dia 10 de março, Sandra Regina Hernandes de Carvalho, 47 anos, quebrou o pé por conta de um buraco localizado na quadra 9 da rua Gustavo Maciel. Depois de atendimento e de receber tala, a fratura se transformou em uma trombose (coágulo sanguíneo na veia). 

 

Quem procurou o JC para relatar o caso foi Rose Lopes, coordenadora da Casa da Sopa do Vila Dutra, onde Sandra é voluntária há anos. 

 

“No dia 17, segunda-feira, de manhã, ela passou pela mesma ortopedista e reclamou que a perna estava muito inchada e doía demais. A médica falou que devia ser por falta de fazer exercício. Tirou a tala e colocou gesso”, contou Rose.

 

No dia seguinte, Sandra começou a ter febre, diarreia, muita dor e então ambas foram novamente procurar um médico, desta vez, a Unidade de Saúde da Família da Vila Dutra. “O médico já achou que era trombose. Ele a encaminhou à UPA do Bela Vista, mas não tinha nenhum ortopedista de plantão. Fomos para o pronto-socorro. O ortopedista olhou, encaminhou para o Hospital de Base, pedindo para procurarmos a médica dela. Fomos lá e ela não estava. A enfermeira do plantão olhou, ligou para ela e ela pediu para a enfermeira retirar o gesso e voltar no pronto-socorro”.

 

Quando as amigas chegaram, novamente, ao plantão do Pronto-Socorro Central. o médico que tinha acabado de assumir já detectou o problema, segundo Rose Lopes. “Ele disse: ‘internação imediata. Ele mesmo pediu a vaga dela para o Hospital Estadual”.

 

Sandra contou que o médico que está cuidando de seu caso, no momento, disse que a patologia é grave. “Minha perna está muito inchada ainda e ele disse que não sabe se voltará ao normal”.

 

Outros lados

 

Em nota, a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), gestora do HB, informou que a paciente foi atendida no Ambulatório de Ortopedia do PS Central (da prefeitura). 

 

Já para a Secretaria Municipal de Saúde diz que o órgão não recebeu reclamação, mas irá averiguar. Rose Lopes afirmou que irá ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

 

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