Li mais uma carta de mais um motorista que mostra-se inconformado e seu sofrimento é por não ter onde estacionar seu carro - essa entidade relegada a um segundo plano pelo mundo e no Brasil endeusada por uma parcela cada vez maior de tontos - e cobra planejamento do poder público. Ora, bolas! Então, o indivíduo cai nessa armadilha mercantilista, compra um carro, vai ao serviço com ele, quer estacionar em frente ao trabalho para poder admirar o dia inteiro e quer que o mundo se vire para lhe dar conforto, segurança e, de preferência, pegar o carro ao final do dia limpinho?
Cara pálida, já pensou em ir trabalhar a pé? Ou de carona e, porque não, de bicicleta? Transporte coletivo nem pensar, não é? Concordo que o poder público é falho e mais um monte de adjetivos impublicáveis, mas não temos outras alternativas? Ninguém mais consegue nem ir à padaria sem carro... Aliás presenciei reclamações de que não se tem mais onde parar "nem para comprar pão"! Que diabos de seres nos transformamos?
Marco Labão