Analistas de mercado elevaram novamente suas projeções para a inflação. Nesta semana, relatório Focus, do Banco Central, aponta uma expectativa de alta de 6,30% para o IPCA (a inflação oficial) em 2014, bem próximo do teto da meta estipulado pelo governo (6,5%).
Na semana passada passada os analistas previam uma alta de 6,28% para a inflação, e há um mês, 6%.
Aumentou também a projeção para o IPCA de março, de 0,83% para 0,84%. A estimativa para a leitura dos últimos 12 meses, por sua vez, cedeu de 6,20% para 6,14%, enquanto a aposta para o IPCA em 2015 se manteve em 5,80%.
A expectativa do próprio BC a respeito da inflação se deteriorou. Em seu Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na semana passada, a autoridade monetária elevou sua estimativa para o IPCA de 5,6% para 6,1% neste ano, devido aos preços administrados, aproximando-se ainda mais do teto da meta.
Juros
Com sinais ainda de pressão sobre os preços, economistas de instituições financeiras pioraram suas projeções para a inflação neste ano pela quarta vez seguida, ao mesmo tempo em que cravaram as apostas de mais uma elevação de 0,25 ponto percentual na Selic nesta semana e passaram a ver outra em maio.
Com as altas, mantiveram a expectativa para a taxa Selic, o juro básico da economia, para a fim deste ano em 11,25% e em 12% no fim de 2015.
O Copom se reúne nesta semana para definir a taxa Selic, atualmente em 10,75%. Analistas avaliam que para conter o aumento da inflação, que se mostra resistente, o colegiado terá que elevar a taxa mais do que esperado anteriormente.
Já entre os analistas Top 5 --aqueles que mais acertam as projeções--, ocorreu o inverso. Eles mantiveram suas estimativas para a inflação, mas elevaram suas apostas para a Selic.
A mediana de médio prazo do grupo para o IPCA em 2014 seguiu em 6,57% e, para 2015, em 6%. Já a mesma mediana para a Selic subiu de 11,75% para 12% em 2014, e de 12% para 13% em 2015.
Sobre a expansão da economia neste ano, a estimativa foi ligeiramente ajustada a 1,69%, ante 1,70% na leitura anterior.