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Ucrânia: Parlamento libera exercícios militares com Otan

Folhapress
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O Parlamento da Ucrânia autorizou hoje a realização de exercícios militares com a Otan em seu território, em mais um sinal da abertura ao Ocidente. A medida pode adicionar mais pressão sobre a Rússia, que é acusada pela aliança ocidental de querer invadir o vizinho.

A atividade deverá contar com a participação de 7.000 soldados de 17 países e está prevista para acontecer entre maio e outubro deste ano. Além de países europeus, tropas dos Estados Unidos devem participar do novo exercício.

A aprovação dos exercícios com a Otan foi criticada pela Rússia. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores disse que a medida pode "trazer consequências inesperadas, criar uma dor de cabeça entre a Otan e a Rússia e dividir a sociedade ucraniana".

A medida é anunciada no mesmo dia em que os 28 países-membros da Otan se reúnem em Bruxelas, em um encontro em que a disputa entre Ucrânia e Rússia deverá ser um dos assuntos principais.

O secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen, disse que o contingente militar mantido por Moscou na região de fronteira com a Ucrânia continua o mesmo.

O governo russo havia prometido retirar parte das tropas como um passo para negociar com o vizinho.

O aumento do efetivo na fronteira aconteceu após a anexação da Crimeia, região autônoma ucraniana que decidiu se separar após um referendo em março. Mais cedo, a Rússia aumentou a pressão econômica sobre a Ucrânia ao cancelar o desconto de 40% no preço do gás, concedido em dezembro.

A medida foi uma das formas de tentar dar fim à crise política entre o então presidente Viktor Yanukovich e seus opositores, que agora formam o governo interino.

Grupos armados

Na mesma sessão, o Parlamento da Ucrânia aprovou o desarmamento dos grupos paramilitares do país. A medida é uma resposta ao aumento da violência provocada pelo Pravy Sektor, grupo de extrema-direita que foi uma das principais frentes de atuação contra as forças de segurança de Yanukovich.

A medida é aprovada após três ativistas aliados ao governo interino ficarem feridos em ataque realizado por um atirador do Pravy Sektor. O suspeito foi retirado do local por outros companheiros armados do grupo, mas foi preso logo em seguida.

Os radicais ultranacionalistas exigiram recentemente a renúncia de Avakov, a quem responsabilizam pela morte de um de seus líderes quando ele tentava resistir a sua prisão. Dentre os membros da organização, estão desde militantes neonazistas até integrantes de torcidas organizadas de futebol.

 

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