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Centrinho/USP chega a 100.001 pacientes


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O número é o mesmo de trás para frente ou de frente para trás. Mais do que essa curiosidade, é simbólico para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da Universidade de São Paulo (USP). O popular Centrinho chegou, na manhã de ontem, à marca de 100.001 pacientes cadastrados na instituição.

 

O prontuário foi preenchido exatamente às 6h45. Trata-se de uma menina, de apenas 10 meses, que foi levada ao hospital pela mãe e avó. 

 

A pequena, que veio de Guaratinguetá, foi diagnosticada com uma síndrome chamada de Pierre Robin e seguirá em tratamento pelo Centrinho.

 

“Ficamos muito felizes de chegar a este número tão expressivo. 100.001 pacientes por aqui. Uma outra funcionária disse bem: isso é mais do que uma vitória, é uma história”, destacou a diretora da Divisão de Apoio Hospitalar do Centrinho, Silvana Maziero Custódio.

 

Funcionários se reuniram e, com um bolo, festejaram a marca. “Nós fazemos os agendamentos programados. Então, sabíamos que seria hoje. Já deixamos tudo pronto”.

 

Na verdade, a pequena de 10 meses apenas abriu a etapa acima dos 100.000 atendimentos na instituição. Além dela, ontem, foram realizados outros oito prontuários. “Há funcionários que trabalham aqui desde o início. Eles estavam quando houve a comemoração dos dez primeiros pacientes. Imagine como é ver atingir esse número agora”, comemora Silvana Maziero.

 

Vale destacar que a quantidade de prontuários não significa que é o montante de pacientes em tratamento atualmente. Muitos já tiveram alta ou interromperam as consultas. “É a quantidade de gente que passou por nós”, complementa.

 

Reconhecimento

 

Após saber da notícia, José Alberto de Souza Freitas (Tio Gastão), um dos fundadores e histórico ex-superintendente, ligou para parabenizar os funcionários. “Ele ligou para a Regina [Célia Bortoleto Amantini] e mandou um beijo para todos os funcionários. Disse para continuarmos com o trabalho humanizado que marca este hospital”, revelou a diretora Silvana Maziero Custódio.

 

Tio Gastão, aposentou-se em 2012. Desde então, Regina Amantini assumiu como superintendente “pró tempore”. No último dia 26, conforme o JC divulgou, ela foi confirmada no cargo em Diário Oficial do Estado para cumprir mandato de quatro anos. 

 

História

 

O Centrinho foi fundado em 24 de junho de 1967. Ao longo da história, consolidou-se internacionalmente como centro de referência no tratamento das anomalias craniofaciais. A procura pelo tratamento especializado, com a totalidade de seus mais de 90 leitos dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS), vem de todo o território nacional. 

 

Os mais de 100.000 pacientes atendidos são de aproximadamente 4 mil municípios. Atuando no ensino desde a década de 90, iniciou cursos de pós-graduação. Hoje, conta com programas de mestrado e doutorado. Ao todo, já foram titulados mais de 700 especialistas, 100 mestres e 60 doutores formados na instituição (também hospital universitário de ensino).

 

 

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