Internacional

Venezuela: ONG critica protestos violentos


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A Anistia Internacional divulgou um relatório nesta terça-feira (1) em que mostrou preocupação com a onda de violência na Venezuela após dois meses de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, que já deixaram 39 mortos.

 

A entidade pediu que Maduro e a oposição respeitem os direitos humanos para evitar o que foi chamado de “maior ameaça ao Estado de Direito das últimas décadas”. 

 

“Se isso não acontece, o número de vítimas vai continuar crescendo, com pessoas comuns levando a pior”, disse Erika Guevara Rosas, diretora da Anistia Internacional para as Américas.

 

No relatório, a Anistia Internacional considerou excessivo o uso da força contra os manifestantes por agentes de segurança e recolheu denúncias de presos que dizem ter sido torturados nas prisões. Também há relatos de violência por milícias pró-governo, manifestantes e criminosos não identificados.

 

Para Guevara, os abusos devem ser investigados e os responsáveis, devidamente julgados. “A crise política ameaça soterrar qualquer progresso feito nos últimos anos no que diz respeito aos direitos humanos das pessoas mais marginalizadas do país”.

 

Dentre os casos citados, estão o da estudante Génesis Carmona, 21, miss Turismo do Estado de Carabobo, morta em 18 de fevereiro baleada supostamente por um miliciano, e do guarda nacional Giovanny José Pantoja Hernández, atingido por tiros de pessoas não identificadas.

 

Papel-jornal

 

Uma associação de grandes jornais colombianos irá doar 52 toneladas de papel-jornal para grupos de mídia da vizinha Venezuela, em vista da dificuldade do acesso da imprensa do país à matéria-prima.

 

Segundo a associação, Andiarios, os veículos beneficiados com a doação serão “El Nacional”, “El Impulso” e “El Nuevo País”, ameaçados pela falta do insumo. Ao menos 11 jornais já deixaram de circular no país.

 

Segundo a Andiarios, a carga de 52 rolos chegou no último dia 21 ao porto de Cartagena, vindo do Canadá.

 

Opositora não entra no Parlamento

 

A deputada opositora venezuelana María Corina Machado foi proibida ontem de entrar no Palácio Federal Legislativo, sede do Parlamento do país, em Caracas. Ela chegou a uma esquina perto do palácio quando foi impedida de prosseguir por membros da polícia. Após alguns minutos, Corina foi de motocicleta para a sede de sua organização, a Vente Venezuela.

 

Dali, ela iria à sede do Tribunal Supremo de Justiça para solicitar revisão da medida tomada pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, e pelos deputados governistas, que cassaram o seu mandato. Ao participar de uma manifestação convocada em seu apoio numa praça da capital, a deputada foi atingida por gás lacrimogêneo lançado por policiais que tentavam dispersar o protesto.

 

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