O motociclista Jhonatas Elias de Oliveira Gomes, de 18 anos, vai continuar preso. Ele é acusado de atropelar e matar a grávida de 9 meses Maryssol dos Santos Fernandes no dia 22 de março em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). O acidente aconteceu por volta das 20h45, no cruzamento da avenida Luiz Boso com Silvio Boso, no Jardim Primavera. O bebê, do sexo masculino, morreu após o acidente.
Jhonatas chegou a receber atendimento médico e, após passar por exame clínico, foi constatado que ele estava embriagado. Diante dos fatos, ele foi encaminhado para a delegacia de Lençóis, onde foi autuado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e embriaguez ao volante.
O juiz da 2ª Vara de Lençóis Paulista, Mário Ramos dos Santos, negou o pedido de liberdade provisória feito pelo advogado de defesa do jovem. Ele alegou que o cliente tem bons antecedentes e residência fixa.
O juiz entende que o caso reúne os requisitos da prisão cautelar. Inicialmente o motociclista foi indiciado por homicídio culposo, mas há a possibilidade de o Ministério Público denunciá-lo por homicídio doloso (quando há intenção de provocar o acidente). Diante disso, segundo o juiz, é necessário a manutenção da prisão do suspeito para assegurar a aplicação da lei penal.
Os familiares da vítima discordam que o motociclista seja indiciado por crime culposo (quando não há intenção de matar). Para eles, o fato de o causador do acidente estar embriagado sabia do risco ao ser imprudente na condução da motocicleta. Eles fizeram duas manifestações pacíficas em frente do Fórum e da delegacia para pedir a punição do motociclista por homicídio doloso, o que agrava a pena.
Jhonatas estava em alta velocidade, embrigado e não tinha habilitação para pilotar a motocicleta, segundo a polícia.
O juiz justifica que ao mantê-lo preso evita que o suspeito possa influenciar de forma negativa alguma testemunha do acidente. No documento da prisão em flagrante relatado por policiais, a motocicleta foi retirada do local do acidente, o que prejudicou as apurações. “Além disso, considerando que a investigação preliminar aponta que ele estava embriagado e sem a carteira de habilitação na ocasião, teria havido um significativo abalo à ordem pública”, declarou o juiz.
A família de Jhonatas alegou que o motociclista está com o joelho machucado. O juiz oficiou ao estabelecimento prisional para o indiciado passar por avaliação médica e receber o tratamento médico adequado, mas Jhonatas continuará preso.