Um motorista de 46 anos foi preso em flagrante, anteontem de madrugada, em Bariri (56 quilômetros de Bauru), após abusar sexualmente de uma paciente de 50 anos, que estava sob o efeito de medicamentos, dentro da ambulância da prefeitura. O fato foi presenciado pela filha da vítima, de 23 anos.
Segundo o registro policial, T.M.S., filha da vítima, acionou a ambulância para levar sua mãe E.M.B. ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa depois que ela começou a sentir-se mal.
A jovem contou que o motorista G.D. pediu a ela para que ficasse no compartimento traseiro da ambulância e para que a mãe dela fosse transportada na parte da frente, ao lado dele.
Após o atendimento médico, quando as duas retornavam do hospital, T.M.S. olhou pela janela que separa o motorista do compartimento de pacientes e viu a sua mãe sendo abusada.
Segundo ela, G.D. abaixou o zíper da calça e colocou o órgão genital para fora. Além de obrigar a paciente a masturbá-lo, ele também estaria acariciando as partes íntimas da mulher.
Ao presenciar a cena, a filha da vítima acionou a polícia. De acordo com ela, o motorista teria se aproveitado do estado de sonolência de E.M.B., que estava sob efeito de remédios.
O servidor público foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e levado à delegacia. Após prestar depoimento, ele foi conduzido à cadeia de Barra Bonita, onde ficará à disposição da Justiça.
Ontem à tarde, a reportagem tentou conversar com o delegado de Bariri, mas foi informada de que ele estava em Itapuí no enterro do pai de um colega de profissão.
Afastado
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura de Bariri informou que, além do inquérito policial, o motorista da ambulância municipal será afastado de suas funções e submetido a processo administrativo disciplinar.
“Assim que foi informada do fato que resultou na prisão do motorista, a prefeita Deo Marino (PT) determinou a imediata instauração de processo administrativo disciplinar para apuração e tomada das medidas que se fizerem cabíveis, uma vez que se trata de servidor público concursado”, declara.
A prefeita definiu o crime como “gravíssimo”. “Se o fato for comprovado, as penalizações serão rigorosas, inclusive com demissão, uma vez que o Poder Público não pode manter em seu quadro servidores que tenham praticado tais atitudes”, diz.