Tribuna do Leitor

Noroeste - o passado (recente) explica tudo


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Na era Damião Garcia, foram saneados todos os problemas do nosso glorioso Esporte Clube Noroeste (dívidas financeiras, trabalhista e, o mais importante, acertado, cuidado e mantido o patrimônio). Diria ainda que resgatado todo o respeito que o Noroeste merecia perante o meio futebolístico. Sr. Damião, com seu staff, administrava o clube com a experiência e profissionalização que o mesmo merecia. Pessoas oportunistas dificilmente conseguiam embrenhar no nosso Noroeste.

Celso Zinsly, superintendente de futebol do clube, exercia papel fundamental, coordenando o futebol profissional, ajudando a cuidar do patrimônio e segurando o ímpeto da imprensa bauruense, que além de profissionais eram ferrenhos torcedores. Todas as críticas que existiam, estava lá ele, dando a cara pra bater e cobrando de quem quer que fosse.

A morte do saudoso Celso Zinsly (25/02/96) não foi apenas a passagem de um fanático noroestinho, mas a perda irreparável do elo de ligação que existia entre a cidade e o staff de Damião Garcia. Com este desaparecimento, o clube perdeu identidade com a cidade. Ele era porta-voz da situação do clube para com a cidade. Com sua passagem, vieram "profissionais" que apenas cuidavam do futebol. Não tinham que dar satisfação para a cidade. O clube era sempre fechado para cidade, e o público sempre abaixo do esperado.

Infelizmente, esta peça nunca foi reposta, um entendido do esporte que mesclava necessidade profissional/comercial (retorno de investimento) com uma certa dose de coração! E o pior ainda estava por vir: com a saída do dr. Damião Garcia, uma tragédia anunciava-se, uma pena. Faltou um elo de ligação que inflamasse Bauru pelo Noroeste! Inflamasse os jornalistas (críticos ferrenhos), os industriais, enfim os bauruenses para que sr. Damião não tivesse saído.

Hoje, vemos a chegada e saída de pessoas com interesses diversos, onde o poder do retorno financeiro (empresários donos de jogadores) está sempre à frente e os sonhos dos milhares de bauruenses, continuam a ser sonhos (pesadelos, na verdade).

Bom, o que tenho a dizer é que vários jogadores (dezenas) chegam e vão, não chegando sequer a fazer um Jogo. Técnicos vem e vão, numa velocidade espantosa que sequer conseguimos guardar seus nomes. Sem contar ainda as pessoas que estão aí no clube dizendo que fazem planejamento o estão há pelo menos 3 anos, e acho que não está dando certo! Vamos levar o planejamento a sério, colocando pessoas profissionais do ramo e não soluções caseiras, mesmo porque acho que não dá pra cair mais do que da A4.

Edson Oliveira

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