Internacional

Distúrbios se ampliam na Ucrânia

Por Thomas Grove e Richard Balmforth | Reuters
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Separatistas ucranianos pró-Rússia ignoraram ontem um ultimato para abandonar edifícios ocupados no leste do país, e um grupo de rebeldes atacou um quartel-general da polícia, depois que uma ameaça de ofensiva militar de forças do governo não se concretizou.

Os rebeldes na cidade de Slaviansk, que acreditava-se que seriam o alvo principal de uma ampla operação “antiterrorista” do governo nesta segunda envolvendo o Exército, emitiram um chamado ousado para que o presidente russo, Vladimir Putin, os ajude.

O presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, disse ontem que a ofensiva iria adiante mesmo assim. Mas, em um sinal de discórdia nos bastidores em Kiev, ele demitiu o chefe da segurança estatal a cargo da operação.

Confrontos

O levante de homens armados e uniformizados, que ocuparam edifícios em cidades no leste da Ucrânia, começou oito dias atrás e se acelerou nas últimas 48 horas. Os separatistas vêm tomando cada vez mais instalações em nome de uma auto-proclamada “República Popular de Donetsk”.

Kiev afirma que os separatistas são organizados por Moscou e incluem tropas russas, procurando repetir abertamente a tomada da região da Crimeia, que Moscou ocupou e anexou no mês passado.

A Rússia diz que os homens armados são gente local agindo por conta própria, mas mantém o direito de intervir para protegê-los. A Otan diz que a Rússia tem dezenas de milhares de soldados reunidos na fronteira.

Quando o prazo emitido pelas por Kiev, expirou, na cidade de Slaviansk, um dos novos epicentros rebeldes onde homens armados ocuparam dois edifícios do governo, não viu nada que mostrasse que os revoltosos estivessem obedecendo o ultimato.

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