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A Secretaria Municipal de Saúde de Jaú está com bloqueio de nebulização para matar o mosquito que transmite a dengue |
A cada dia que passa aumenta o número de casos de dengue em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Até ontem às 16h20 havia 2.234 pacientes com dignóstico confirmado, mas há 1.107 pessoas que aguardam o resultado. Em um mês, o número de casos de dengue no Estado de São Paulo aumentou 82,3%, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. De janeiro até 4 de abril, foram 18.445 registros. No balanço anterior, divulgado no início de março, eram 10.116 casos.
A situação preocupa as autoridades de saúde jauense, porque já houve morte de um homem, de 58 anos, no dia 8 de março e de uma mulher com quadro de dengue hemorrágica. Em todo o ano passado, Jaú registrou 600 casos de dengue, contra os 2.234 somente no primeiro trimestre deste ano.
A cidade está entre os dez municípios paulistas que reúnem 70% dos registros. Os outros são Americana, Campinas, São Paulo, Taubaté, Votuporanga, Santa Bárbara d’ Oeste, Boa Esperança do Sul, Casa Branca e Osasco.
Ontem a Secretaria de Saúde e o Departamento de Zoonose, juntamente com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), divulgaram que está atuando em vários bairros da cidade com os trabalhos de bloqueio de controle de criadouros (BCC) e também bloqueio de nebulização (BN).
Hoje, por exemplo, das 7h às 11h e das 13h às 17h, uma equipe de agentes de controle de vetores inicia bloqueio de controle de criadouros (BCC) do mosquito Aedes aegypti no bairro BNH (proximidades do Jardim das Paineiras). Depois das 8h às 11h e das 13h30 às 16h, uma equipe de agente de controle de vetores realiza bloqueio de nebulização (nebulização costal) no Jardim Jorge Atalla.
Equipes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) realizam das 19h30 às 23h nebulização com máquina Leco (acoplada a viaturas) nos bairros Jardim Estádio, Bairro Higienópolis e Cecap.
Os moradores, durante a nebulização da bomba Leco, devem adotar algumas medidas: manter abertas portas, janelas e cortinas para facilitar a entrada do inseticida na casa, pois o mosquito é doméstico e se encontra dentro das residências; manter cobertos alimentos, filtros de água, utensílios de cozinha e roupas; guardar em lugares fechados bebedouros de animais, gaiolas de passarinhos e aquários, entre outras medidas.
