Oito dias após anunciar desligamento da vice-presidência da Câmara, o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) só formalizou a renúncia ao cargo na tarde de ontem.
Em uma carta endereçada ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ele confirma sua saída da Mesa Diretora e afirma que tomou a decisão para preparar melhor sua defesa no processo a que responde no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
A carta foi entregue ao secretário-geral da Mesa, Mozart Viana, pela chefia de gabinete da vice-presidência da Casa. O documento foi assinado por Vargas e consta do dia 9 de abril, mesma data em que o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), anunciou publicamente sua renúncia ao cargo.
Com o partido
Apesar de ser um ato burocrático, a demora na formalização já estava causando constrangimentos na bancada do PT, que desde a semana passada começou a discutir um nome para ocupar o cargo.
Pela proporcionalidade das bancadas na Câmara a vice-presidência da Casa cabe a um deputado do PT. Por isso, a sigla terá que indicar um nome para a vaga. O pleito poderá ter ainda candidatos avulsos, desde que sejam do PT.
Dois nomes lideram a disputa interna pela indicação. Uma ala do partido defende o nome de Luiz Sérgio (PT-RJ), e outra parte da bancada apoia o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que chegou a disputar a vice-presidência com Vargas em 2012.
Na semana passada, Henrique Alves afirmou que convocará eleição para preencher a vaga até final de abril. A eleição será secreta no plenário da Casa. Para ser aprovado, o candidato deve ter o apoio de, no mínimo, 257 deputados - metade do total.