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Após 34 dias ocupada, fazenda é reintegrada

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Em cumprimento a uma liminar expedida no mês passado, a Polícia Militar (PM) de Bauru realizou a reintegração de posse da fazenda Santo Antônio, localizada no quilômetro 355 da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, durante todo o dia de ontem. O local pertence ao grupo Mondelli e estava ocupado desde o dia 21 de março por famílias que se intitulam sem-terra.

De acordo com o major Alan Terra, da PM, não houve confronto entre os policiais e os sem-terra. Porém, descontentes, algumas famílias teriam ateado fogo em diversas partes da propriedade. “Acreditamos que foram os sem-terra que atearam fogo nos pastos da fazenda porque não existe a possibilidade de combustão espontânea”, frisa. Os policiais identificaram alguns dos responsáveis, que deverão responder judicialmente.

Terra acrescenta ainda que cerca de 150 pessoas foram retiradas da fazenda em uma operação que mobilizou mais de 100 profissionais, entre policiais militares, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assistentes sociais e oficiais de Justiça.

As famílias saíram com os próprios veículos, mas algumas foram transportadas em caminhões cedidos pelo grupo Mondelli. O major afirma que a maioria das famílias foi até o assentamento Horto Aimorés, também em Bauru.

Conforme o JC já divulgou, os mesmos sem-terra ocuparam o escritório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por seis dias no mês passado. Além deles, famílias de outros dois acampamentos e dois assentamentos da região exigiam conversar pessoalmente com o superintendente do órgão, Wellington Diniz Monteiro, para que ele intercedesse, inclusive, pela fazenda Santo Antônio. Os sem-terra só saíram de lá porque conseguiram agendar uma reunião com Monteiro na Capital.

Fogo

Por volta das 13h, alguns integrantes do movimento teriam ateado fogo em vários pontos da propriedade, atingindo cerca de 15 alqueires de terra.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e demorou mais de seis horas para conter as chamas. “Nós acreditamos que as pessoas que estavam saindo do acampamento ficaram revoltadas e atearam fogo em diversos locais”, explica o tenente do Corpo de Bombeiros, Victor Felix Tozi.

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