Internacional

Mundial: emergentes não perderam força, diz ministro

Folhapress
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Em encontro nesta sexta-feira (25), os chanceleres do Brasil e da China discordaram de análises recentes feitas em fóruns internacionais que apontam que os países emergentes vão passar por um processo de crescimento mais baixo ao longo deste ano.

"Os países desenvolvidos publicam análises de que os emergentes estariam perdendo dinâmica e força e também importância na economia mundial. Nós concordamos que essas análises são equivocadas, pois países do (hemisfério) Sul apresentam dinâmicas de crescimento muito diferentes dos países do Norte", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, ao lado de Wang Yi, ministro de Negócios Estrangeiros da China.

Os últimos estudos feitos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo Banco Mundial apontaram que o crescimento do Brasil não deve ultrapassar 2%, em 2014.

Essa duas instituições acreditam também que a normalização da política monetária nos Estados Unidos tende a atrair fluxos de capitais para os países desenvolvidos e fizeram advertências de que muitas nações emergentes devem realizar reformas para conter déficits fiscais e ampliar os investimentos, especialmente em infraestrutura para obter maior crescimento.

Para Figueiredo, porém, os países do Sul e especialmente os membros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) seguem capitaneando o crescimento mundial nos últimos anos.

Ele ressaltou que, após a crise financeira internacional de 2008, o crescimento ocorreu em taxas maiores nos emergentes do que nos desenvolvidos.

    


 

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