Internacional

Ucrânia entra em estado de alerta


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As Forças Armadas da Ucrânia entraram nesta quarta-feira (30) em “estado de alerta total” ante uma possível invasão das tropas russas posicionadas na fronteira e o avanço dos insurgentes pró-Moscou no leste do país.

 

A prefeitura da cidade de Gorlivka foi ocupada por militantes pró-Rússia, mas os rebeldes não interromperam o trabalho da administração.

 

“Nossas Forças Armadas se encontram em estado de alerta total. A ameaça da Rússia de começar uma guerra contra o território da Ucrânia é real”, disse o presidente ucraniano interino Oleksander Turchinov.

 

Ele já havia anunciado há várias semanas que as forças de defesa estavam em alerta, mas não foram registrados sinais de aumento do dispositivo.

 

A Rússia mobilizou em março 40 mil homens na fronteira que compartilha com a Ucrânia.

 

Turchinov disse ainda que a Ucrânia deve impedir que o “terrorismo” ultrapasse as regiões do leste, afetadas há várias semanas por uma insurreição armada pró-Moscou.

 

“Nosso primeiro objetivo é impedir que o terrorismo passe das regiões de Donetsk e de Lugansk para outras regiões”, destacou

 

“Decidimos criar milícias territoriais compostas por voluntários em cada região”, disse.

 

Gorlivka

 

Cerca de 20 homens armados, supostamente milicianos pró-russos, tomaram nesta terça-feira a prefeitura e a sede da polícia da cidade de Gorlivka, no sudeste da Ucrânia, informou a imprensa local.

 

Segundo a agência Ostrov, os ocupantes da prefeitura vestiam fardas militares.

 

A cidade de Gorlivka, de pouco mais de 250 mil habitantes, se encontra a cerca de 40 quilômetros ao norte de Donetsk.

 

Rússia preocupada

 

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou preocupação nesta terça com “declarações militaristas” do governo ucraniano. “Insistimos em que Kiev pare imediatamente com a retórica beligerante, que pretende intimidar a sua própria população”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

 

Polícia se rende aos rebeldes em Luhansk  

 

A polícia de Luhansk já tinha empilhado sacos de areia até o teto de seu quartel-general, antecipando problemas, durante o mês de abril, quando edifícios do governo e delegacias foram tomados por separatistas armados em todo o leste da Ucrânia.

 

Mas nada os havia preparado para o ataque da noite de terça-feira, realizado por homens armados com fuzis automáticos, bombas de gasolina e granadas de efeito moral.

 

O chefe de polícia da cidade, Vladimir Ruslavsky, não teve muita escolha além de entregar o comando, mostrando aos invasores a carta de demissão que exigiram.

 

“A central mandou constantemente mensagens de que estávamos sendo atacados, mas não houve resposta. Há a sensação de que, para Kiev, Luhansk simplesmente não existe”, afirmou.

 

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