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PSD pode sair da aliança de Dilma, diz deputado

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Em constante queda nas pesquisas de intenção de voto e de avaliação do desempenho do governo, Dilma Rousseff (PT) corre riscos de perder da coligação, na tentativa de reeleição, alguns dos partidos que compuseram, nos últimos anos, a base de apoio à sua gestão. O PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, é um dos que pode abandonar o barco da presidente.

A possibilidade é confirmada pelo deputado federal paulista Ricardo Izar Jr. (PSD). Ele esteve ontem em Bauru, onde instalou um escritório político, e comentou a posição da sigla no cenário eleitoral em costura.

Recentemente, o PR – primeiro partido a aderir o grupo de apoio a Dilma em 2010 – deu início à campanha pública que pede o lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Planalto estaria preocupado ainda com possíveis rebeldias do PP e do PTB.

No caso do PSD, Izar Júnior garante que o enfraquecimento de Dilma junto à opinião pública e a tentativa de aliança com outro pré-candidato que, eventualmente, cresça nas pesquisas não têm relação com a possível mudança de lado do partido.

Aliás, a composição da legenda fundada por Gilberto Kassab, em sua maioria, é formada por políticos dissidentes do PSDB e do DEM, históricos opositores do PT na esfera nacional.

O deputado, contudo, alega que a crise envolvendo a Petrobras pode ser o motivo para o afastamento do PSD de Dilma. “Isso pode influenciar muito. Se alguns problemas forem, de fato, detectados [por meio das CPIs], vai ficar difícil defender”, argumenta.

Cacique

Izar afirma ainda “que não existe nada muito fechado” e que a palavra final sobre o posicionamento do PSD na sucessão presidencial será definido por Gilberto Kassab. “Meu eleitorado não é petista. Mas, pessoalmente, farei o que ele determinar. Se fechar com Dilma, vou de Dilma”.

Há rumores, veiculados por veículos de circulação nacional, de que José Serra (PSDB) estaria convencido a colaborar com a campanha do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), inclusive com a missão de atrair Kassab para a coligação tucana.

Estado

À Folha de São Paulo, o fundador do PSD declarou que, em eventual segundo turno na disputa pelo governo do Estado, seu partido poderá apoiar Paulo Skaf (PMDB) ou a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB). No entanto, sinalizou que manterá sua pré-candidatura no pleito.

“Para mim, o lançamento do Kassab é irreversível. Ele tem trabalho para mostrar do tempo em que esteve à frente da prefeitura e tem muito potencial para crescer. A participação dele vai ajudar nossa chapa de deputados e, se ele conseguir ir para o segundo turno, ganha”, acredita Ricardo Izar Júnior.

O parlamentar pontua ainda que o PSD tem chances de eleger o pré-candidato Henrique Meirelles ao Senado. “Não há alguém mais técnico e preparado. Além disso, tem ótimo trânsito entre os partidos: já foi eleito pelo PSDB e foi presidente do Banco Central no governo do PT”, analisa.


Em pauta: causa animal

Dois projetos de autoria do deputado federal Ricardo Izar Júnior (PSD) serão votados no plenário da Câmara Federal na próxima semana. Um deles versa sobre a proibição de testes em animais por indústrias e empresas dos setores de cosméticos e produtos de limpeza.

O outro proíbe que gatos e cachorros saudáveis sejam mortos em Centros de Controle de Zoonoses nos municípios. “Muitas vezes, por ser mais barato do que mantê-los, esse é o destino dos animais recolhidos. Agora, a prefeituras terão que buscar outras alternativas”, diz.

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