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Após 7 países, ciclista chega a Bauru

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

 Éder Azevedo

O carioca Cláudio Rodrigues relata as inúmeras dificuldades que encontrou pelo seu trajeto: “Já passei por desertos e a Cordilheira dos Andes com frio abaixo de zero grau e pouco oxigênio”

Uma mountain bike, água, proteção divina e determinação. Foi assim que o mecânico Cláudio Rodrigues, 43 anos, natural do Rio de Janeiro, conseguiu percorrer 30.115 quilômetros entre o Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia em três anos e meio. A grande motivação de Cláudio é promover a preservação da natureza.

Quando falamos em um grande percurso como esse, logo vem à cabeça um esportista totalmente equipado e patrocinado. Essa não é a realidade de Cláudio que, por profissão, é mecânico automotivo.

A querida companheira mountain bike faz parte de sua vida desde que morava em São Paulo. Ela era usada para fazer “socorro mecânico” dos clientes na Marginal Tietê. Passados alguns anos, a bicicleta recebeu outra finalidade: deixou de trabalhar para se aventurar com Cláudio.

“É uma bicicleta simples, uma mountain bike. Nunca me deixou na mão. Faço as manutenções periódicas e, às vezes, preciso trocar um pneu”. A bagagem de Cláudio vai em uma pequena caixa de madeira: algumas ferramentas, roupas de calor e frio e água. “Expedicion Sudamericana, Salve El Planeta”, escrito em um cartaz, é o lema de suas viagens.

A rota foi traçada por ele mesmo. Ao contrário do que se costuma ver em longos trajetos assim, Cláudio começou pelo norte da América Latina sentido sul, até parar em Bauru, onde conheceu o empresário Bruno Cesar Maldonado. “Eu já tive contato com ele pela internet há alguns anos. Cheguei a Bauru na quarta-feira, me hospedei próximo à Estação Ferroviária. Estava indo ao Sesc assistir a um show e acabei vendo o Bruno e o pai dele em frente à choperia. Parei para conversar com eles e ele me hospedou”, relatou o ciclista.

Incentivo

O carioca não depende de ninguém para seguir o seu caminho. As pessoas que fazem com que ele sempre volte para a sua casa, no Rio de Janeiro, são a mãe e as filhas Nathállia, 28 anos, e Khradija, 10 anos. Patrocínio ou incentivo? “Conto mesmo é com a ajuda de Deus e das pessoas que vou conhecendo pela estrada”, completa.

Ao contrário dos profissionais do ramo, ele não usa equipamentos específicos. “Às vezes, vou pedalando só de bermudas e chinelos. Já passei por desertos e Cordilheira dos Andes com frio abaixo de zero grau e pouco oxigênio, mas consegui cumprir a minha meta”.

O retorno agora é para o Rio de Janeiro, onde deve encontrar sua mãe, no Dia das Mães. “A última vez que conversei com ela faz quatro meses, pela internet. Apesar de eu não ter avisado que vou voltar, com certeza ela sabe. Mãe sente as coisas”, finalizou.


Ajuda

Quem quiser ajudar Cláudio Rodrigues com doações, basta procurá-lo na avenida Rodrigues Alves, 17-54, onde está hospedado até amanhã. Os telefones para contato são (14) 3243-4748 e (14) 3019-2225.

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