Considerado uma das paixões nacionais o café vem sendo alvo de estudos que descobriram outras propriedades além de ser estimulante. A nutricionista Eliane Petean Arena explica que a presença da cafeína que, apesar de estimular a área cerebral que controla as atividades motoras e do sono, está sendo considerada como um verdadeiro amenizador dos sintomas do Parkinson.
A pesquisa foi realizada no Instituto de Pesquisa da Universidade McGill, no Canadá, onde observou-se uma melhora motora em pacientes que ingeriram cápsulas de cafeína correspondentes a dose de duas xícaras diárias de café. Na dose adequada está se constatando que a cafeína pode contribuir para o desempenho de um neurotransmissor importante, associado à doença, chamado dopamina.
Considerado pela comunidade médico científica, não como remédio, mas como uma planta funcional e terapêutica, o café não possui apenas cafeína, mas também outros componentes importantes para o bom funcionamento do organismo, tais como: potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, manganês, ácidos graxos livres, niacina e diversos outros minerais, aminoácidos e lipídeos.
Antioxidante
Outra descoberta, desta vez feita pelo Instituto Nacional do Câncer (EUA) é a de que, três a quatro xícaras de café por dia, nos faz viver mais. Segundo as pesquisas, o café é uma das maiores fontes de antioxidantes da nossa dieta diária e com isso, o ganho na expectativa de vida do homem é de 10% e das mulheres, 13%.
A ação antioxidante do café também pode diminuir o risco de insuficiência cardíaca, segundo a nutricionista. “A bebida pode diminuir esse risco em até 11%, além de afastar o diabetes tipo 2. Consumido com moderação, o cafezinho de cada dia tende a auxiliar na concentração e na capacidade de aprendizagem em qualquer idade, deixando-nos mais preparados para cumprir as tarefas profissionais e educativas.”