Internacional

Alemanha pede reunião sobre Ucrânia

Reuters
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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu ontem uma segunda conferência internacional para pôr fim à crise na Ucrânia.

Ele disse que fez a proposta em conversas telefônicas no domingo, com a chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, o secretária de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, e com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

“Em muitas discussões que tive nas últimas horas, eu tenho feito campanha ... para realizar uma segunda reunião em Genebra”, disse à televisão ARD.

Ele disse que o objetivo de tal reunião seria “finalmente fazer acordos claros sobre como nós podemos colocar um fim a este conflito e mover-nos gradualmente em direção a uma solução política”.

“Qualquer outra coisa seria irresponsável porque isso só significa que há mais vítimas”, acrescentou.

Em 17 de abril, Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e União Europeia fecharam um acordo em Genebra que delineou medidas para atenuar a crise, incluindo o desarmamento dos militantes e um diálogo nacional sobre a reforma constitucional. A OSCE é encarregada de supervisionar a implementação do acordo.

Moscou e Kiev se acusam mutuamente de minar o negócio.

Ontem, um vice-chanceler russo disse que “nos próximos dias” haverá novos esforços não especificados para que o governo ucraniano abra um “diálogo” com os rebeldes.

Putin e Merkel

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a chanceler alemã, Angela Merkel, discutiram a crise na Ucrânia em uma ligação telefônica e destacaram a importância de uma “ação efetiva internacional” para reduzir a tensão, disse o Kremlin neste domingo.

Os líderes também discutiram o fornecimento de gás russo e seu trânsito, baseado nos resultados de uma recente reunião em Varsóvia.

Na sexta-feira, a Rússia ameaçou cortar fornecimento de gás natural para a Ucrânia em julho se não receber pré-pagamento em uma linha crescente entre Moscou, Ucrânia e a União Europeia sobre o fornecimento de energia.

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