Dos 100m para os 42,195 quilômetros. Mais do que os 42.095 metros que separam as distâncias das provas, Roseli Jeronymo de Jesus percorre uma trajetória imensa que difere as corridas de pista e de rua e promove a mudança de velocista para fundista em busca do sonho de completar a prova mais clássica do atletismo, a maratona. Aos 52 anos, a atleta deixa uma carreira vitoriosa para trás como corredora de provas rasas e busca praticamente um retorno às origens, já que começou a correr em competições na rua. É o começo de uma nova história no atletismo.
O atletismo surgiu na vida de Roseli há 22 anos, através da filhas. A mãe foi levar as crianças para participarem das provas e acabou ela tomando gosto e levando a modalidade a sério. “Comecei a correr com as filhas, gostei. Elas pararam e eu continuei”, recorda.
Depois de disputar e conquistar medalhas e troféus em provas de rua nos primeiros cinco anos, migrou para a pista, onde representou Bauru em várias competições, como Jogos Abertos do Interior e Jogos Regionais, e conquistou diversas premiações. “Fiquei 15 anos competindo por Bauru. Até o ano passado”, relata. A atleta defendeu a cidade nas provas de 400m, 200m, 100m e nos revezamentos 4x100m e 4x400m. “Eu fazia praticamente todas as provas. Tenho quase 50 troféus e muitas medalhas. Tenho uma história”, comenta Roseli.
Agora, a maratona
“Sempre tive um sonho que havia deixado para traz, porém agora resolvi realizá-lo: correr uma maratona”, resume Roseli. E a corredora afirma que o retorno às provas de rua é uma mudança completa. “Um é resistência e o outro é velocidade. Mas, como aos 52 anos eu era a única ‘idosa’ competindo contra adversárias de 15 até 30 anos, resolvi que tinha que parar com o atletismo de pista para realizar este sonho da maratona”, declara. A adaptação vem sendo planejada por etapas com o intuito atingir gradativamente o preparo necessário para percorrer os 42 quilômetros da maratona. “Estou começando com provas 15, 21 quilômetros para ir para a maratona”, projeta a atleta.
Os treinos ocorrem cinco dias por semana e a corredora percorre em média de 12 a 15 quilômetros. Além disso, a rotina prevê treinos de fortalecimento muscular e tiros curtos para garantir explosão. “A transição é difícil. Mas já fui para a São Silvestre e achei fácil, estou treinando para meia maratona e vamos ver, depois, a maratona inteira”, planeja Roseli. A atleta se prepara para a Meia Maratona do Rio de Janeiro, dia 31 de agosto.
Para viabilizar o sonho da maratona, Roseli conta com apoio da família Guerreiro e amigos e Stort Comércio de Plásticos e Espuma, mas busca patrocínio para custear despesas de viagem. Contatos podem ser feitos no telefone 99118-5413. “Meu maior desejo é correr a maratona de Nova York , porém preciso de mais patrocínios, se houver algum interesse agradecerei”, conclui.