No momento em que os dois lados do conflito ucraniano estão enterrando os seus mortos, os que defendem uma Ucrânia unida e aqueles que apoiam a Rússia estão trocando acusações mútuas sobre a devastação do país.
A terça-feira até foi mais tranquila que os últimos dias no leste e no sul da Ucrânia, mas no começo da noite de ontem houve atos de violência na cidade portuária de Mariupol, no leste, de acordo com a mídia local.
O website www.0629.com.ua postou fotos de pneus em chamas fora do prédio da câmara municipal, que já tinha sido ocupada por manifestantes pró-Rússia, e fumaça espessa sobre o centro da cidade. Algumas ruas foram isoladas por ônibus ou paredes de pneus e tiros foram ouvidos perto de uma base militar.
Em Kramatorsk, que está sob o domínio dos separatistas no leste e aonde tropas ucranianas avançaram no fim de semana, o caixão de uma enfermeira de 21 anos foi conduzido pelas ruas isoladas por barricadas de pneus e troncos de árvores. Cravos vermelhos espalhados pela rua marcavam o trajeto.
Referendo
Os Estados Unidos rejeitaram categoricamente os esforços por parte das forças pró-russas de realizar um referendo “artificial e falso” no leste da Ucrânia, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ontem.
“Nós também estamos muito preocupados com os esforços dos separatistas pró-russos em Donetsk e Luhansk para organizar, francamente, (um) referendo artificial e falso sobre a independência em 11 de maio”, disse ele em uma entrevista coletiva com a chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton.
“Nós rejeitamos categoricamente esse esforço ilegal para dividir ainda mais a Ucrânia”, acrescentou.