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Ator Paulo Gustavo em cena de “Minha Mãe É Uma Peça”: nacional |
Para quem já resolveu permanecer em casa e ter um Dia das Mães tranquilo, amanhã, vale já avaliar algumas dicas de filmes que você pode alugar ou comprar.
Se o dia sugere uma história comovente, boa pedida é “Philomena” (2013). No filme, Judy Dench interpreta Philomena Lee, uma mãe solteira (termo bem da época em que o filme se passa, há 60 anos) que, numa Irlanda ultraconservadora, acaba tendo seu filho com a “ajuda” da Igreja Católica.
O problema é que o parto não era gratuito. A mãe nesta situação tinha que pagar uma dívida de 100 libras ou trabalhar por quatro anos para quitar o débito.
Além disso, a Igreja tinha o poder de providenciar a adoção das crianças à revelia da vontade das mães.
É justamente o que ocorre com Philomena, que vê seu pequeno Anthony ser tirado de seus braços e atravessar o Oceano Atlântico rumo aos Estados Unidos.
Baseado em fatos reais, mostra a busca de mais de 50 anos desta mãe pelo filho.
Mais opções
“Adeus Lenin”, de 2003, é uma história que traz a dedicação de um filho pela saúde de sua mãe.
Em 1989, às vésperas da queda do muro de Berlim, Christiane Kerner (Kathrin Sass), mãe de Alexander (Daniel Brühl), tem um ataque cardíaco e fica em coma durante oito meses.
Quando acorda, Kerner, que é fanática pelo socialismo e Alemanha Oriental, não tem a mínima noção de que “seu mundo” foi modificado para sempre e o regime não existe mais na nova Alemanha. Preocupado que o choque possa matar sua mamãe, Alexander decide esconder as drásticas mudanças.
Se a ideia é algo mais leve, uma boa opção para ver com a mamãe é “Valente”. Animação de 2012 muito divertida, traz a história de Mérida, princesa e habilidosa arqueira de um clã da Escócia, que desafia as leis, costumes e tradições de seu povo e principalmente as imposições de sua mãe, Elinor, que a criou desde sempre para ser a sua sucessora como rainha. Para fazer suas vontades, apela até para uma velha bruxa.
Já em “Minha Mãe é uma Peça” (2013), o impagável Paulo Gustavo vive Dona Hermínia, uma senhora de meia idade, divorciada do marido, que se mete na vida dos filhos já adultos.
Quando descobre que ninguém aguenta mais “seu jeitinho”, some e deixa todos alarmados sobre seu paradeiro. Mas nada de trágico aconteceu, Dona Hermínia foi apenas visitar tia Zélia (Sueli Franco) para reclamar das decepções do presente e relembrar os bons tempos do passado.
Mãe musical
Se a preferência for pela música, também é possível homenagear a mamãe com uma seleção especial para ouvir juntos no dia dela. Seja rock, MPB ou sertanejo, não faltam referências. O clássico Lady Laura, de Roberto Carlos, é uma declaração de amor. Sem falar nenhuma vez a palavra mãe, o Rei resume sentimentos que todos já tivemos perante adversidades depois de adultos: “Tenho às vezes vontade de ser novamente um menino e na hora do meu desespero gritar por você”.
Ainda Roberto Carlos, em uma das poucas canções em que toca no assunto de seu acidente de infância que o deixou com sequelas, fala de sua infância e do adeus à mãe quando saiu de casa: “Relembro a casa com varanda, muitas flores na janela. Minha mãe lá dentro dela me dizia num sorriso, mas na lágrima um aviso pra que eu tivesse cuidado na partida pro futuro. Eu ainda era puro, mas num beijo disse adeus”.
A separação de filho e mãe também rendeu uma das músicas mais conhecidas da dupla Zezé di Camargo e Luciano, com a bênção da mãe que fica. “Por onde você for eu sigo com meu pensamento sempre onde estiver. Em minhas orações eu vou pedir a Deus que ilumine os passos seus” é um trecho da letra. A saudade de filho e mãe separados sempre rendeu boas canções.
Em um sertanejo mais raiz, a música Caminheiro fala de um filho que partiu para estudar, vive longe da querida mãezinha e manda lembranças: “Caminheiro que lá vai indo pro rumo da minha terra por favor faça parada na casa branca da serra. Ali mora uma velhinha chorando o filho seu, esta velha é minha mãe e o seu filho sou eu”.
E músicas também sempre serviram para desabafos em relações nem sempre tranquilas entre filhos e mães. John Lennon, em Mother, relembra a separação ainda criança de sua mãe, Julia, que o deixou com a tia Mimi. “Mãe, você me teve, mas eu nunca a tive”. O Pink Floyd, em sua Mother, do álbum The Wall, fala de uma mãe dominadora e castradora. Mas isso já é outra história.
