Hoje, dia 17 de maio, faz dez anos que meu amado pai foi recolhido por Deus. Parece que ele seria imorrível tal a valentia, o jeito rústico de olhar e enfrentar a vida em todos os seus revezes. Com sua partida perdemos nossas raízes mais profundas tal a referência e exemplos de trabalho e convivência. Fazem muita falta suas histórias e verdades.
Amigo dos irmãos, dos filhos e de todos que o procuravam. Sempre tinha uma solução diferente até para fatos insolúveis. Sua segurança protegia toda família. Era um bravo como os demais Carvalho. Esse era seu jeito de se oferecer ao mundo com dignidade e respeito. Ele partiu muito a contragosto e nossa imensa dor chegou. Mas um dia também ela há de partir deixando em seu lugar uma doce e terna saudade... Seu excesso de seriedade era uma forma de sensibilidade disfarçada... Que saudade, meu pai!
Catarina Carvalho e irmãos.