Internacional

Tártaros desafiam veto a protestos e tomam as ruas

Folhapress
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Apesar da proibição dos governantes pró-Rússia, milhares de tártaros da península da Crimeia foram às ruas neste domingo (18) para relembrar o aniversário de 70 anos da deportação de 200 mil deles sob ordens do líder soviético Josef Stalin.

Quase metade da população morreu no episódio e sobreviventes só foram autorizados a retornar no final dos anos 1980.

Contrários à anexação da Crimeia à Rússia, eles consideraram "desumana" a proibição temporária de manifestações, emitida dias antes da simbólica data para o grupo.

Na Crimeia, foram realizados dois comícios: em Bakchisaray e na capital Simferopol. Cerca de 10 mil tártaros se reuniram em frente a uma mesquita na periferia da capital, enquanto helicópteros militares sobrevoavam o local, impedindo que os discursos fossem ouvidos.

O presidente russo, Vladimir Putin, esteve com autoridades tártaras e disse que está pronto para ajudá-los, mas que se recusa a permitir que a população sirva de "moeda de troca".

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