Regional

Delegacia de Botucatu é atacada durante a madrugada

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Acontece Botucatu/Divulgação

Marca do coquetel Molotov jogado em um terreno da garagem do prédio da Dise de Botucatu

Na madrugada desta segunda-feira (26), desconhecidos lançaram três coquetéis Molotov – garrafas com gasolina e pedaço de pano embebido no combustível usado como pavio – na garagem dos fundos do prédio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu. A Polícia Civil não descarta relação entre o ataque e uma prisão ocorrida na última sexta-feira (leia abaixo).

 

Os coquetéis Molotov foram lançados na garagem da delegacia especializada, por cima do portão, por volta das 5h. De acordo com informações do delegado seccional de polícia de Botucatu, Antonio Soares da Costa Neto, dos três artefatos improvisados, apenas dois explodiram. No momento do ataque, não havia ninguém no imóvel.“Foi no gramado e não houve nenhum dano”, afirma. “Na sexta-feira, nós pegamos um rapaz suspeito de ser de uma facção criminosa com três armas, duas pistolas .45, um revólver calibre 38 cano longo, niquelado, e 50 munições calibre .45. E pode ter relação com isso”. 

 

O JC  apurou que, no final de semana, a base da Polícia Militar do distrito de Rubião Junior teve vidro de uma das janelas danificado por desconhecidos. “Quebraram um vidro de uma janela, tacaram uma pedra, mas não existe nenhuma correlação entre o fato que aconteceu na Dise e esse dano”, diz o major Aleksander Toaldo Lacerda.

 

Prisão

 

A prisão a que se refere o delegado seccional de Botucatu, que pode ter resultado no ataque ao prédio da Dise, ocorreu no último dia 23, por volta das 8h30, na rua Guilherme Bartoli, na vila Antártica. Policiais civis, militares e equipes da Guarda  GCM cumpriram mandado de busca na casa de L.L.S., 33 anos, o “Belo”, e apreenderam sobre um guarda-roupa as três armas de fogo e as munições. As duas pistolas são de uso restrito e uma delas estava com a numeração raspada. L.L.S. foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

 

Prédio de delegacia já foi destruído

 

Em 10 de novembro de 2008, numa das ações mais ousadas houve duas explosões que provocaram o desabamento do prédio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) na madrugada daquele dia. O ataque foi um dos mais violentos nos últimos 20 anos no Estado de São Paulo, segundo o delegado do Departamento de Inteligência de São Paulo, Waldomiro Milanesi. 

 

Os bandidos fugiram em uma caminhonete cabine dupla deixando um rastro de medo, destruição e levando mais de 100 quilos de drogas e quatro armas de grosso calibre.

 

O ataque ocorreu, por volta das 5h e durou pouco mais de 15 minutos, tempo suficiente para que um número ainda indefinido de homens, desligassem o sistema de alarme, arrombassem a porta da frente e levassem a central de alarmes (que continha o horário da ação), munição, um cofre ‘recheado’ de drogas, estourassem outro, ‘lotado’ de armas, queimassem inquéritos e documentos, danificassem duas viaturas e provocassem danos em casas vizinhas ao prédio da delegacia. Os envolvidos foram posteriormente presos pela polícia.

 

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