Tribuna do Leitor

Em defesa da desigualdade


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Pessoas livres não são iguais, e pessoas iguais não são livres. A igualdade econômica em uma sociedade livre é uma miragem com a qual os esquerdistas sonham ? e frequentemente se mostraram muito dispostos a derramar sangue para implantá-la. A questão é que indivíduos livres são indivíduos intrinsecamente diferentes entre si, de modo que não deveria ser surpresa nenhuma o fato de que eles terão rendas distintas. Nossos talentos e nossas capacidades não são idênticos. Nem todo mundo sonha em ter um emprego milionário. Somos desiguais por natureza.

Pessoas obcecadas com igualdade econômica se tornam invejosas. Elas passam a cobiçar o que é dos outros. Elas dividem a sociedade em dois grupos: vilões e vítimas. Elas gastam mais tempo e energia tentando derrubar e destruir uma pessoa bem-sucedida do que se esforçando para se aprimorar, para se tornar uma pessoa melhor e, com isso, subir na vida. São pessoas ressentidas e rancorosas, e não é nada divertido estar perto delas. Quando tais pessoas eventualmente conseguem chegar ao poder, os estragos que elas fazem podem ser irreversíveis. Elas não mais apenas chamam a polícia; elas passam a ser a polícia.

Portanto, meu caro leitor, sempre que você vir ou ouvir uma pessoa argumentando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos? Pergunte a ela se aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres. Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Não se deixe levar pelos discursos falaciosos da esquerda. Desigualdade é diferente de pobreza.

Escrito por Lawrence W. Reed e adaptado por Clóvis Filho

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