Regional

Navegação tem hoje nova restrição

Lilian Grasiela e Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Marcos Machado/Arquivo

Redução no calado vai interromper a navegação no canal de Nova Avanhandava e atrapalhar o escoamento da safra agrícola

A estiagem volta a provocar a interrupção da navegação na hidrovia Tietê-Paraná. A partir de hoje tem nova redução do calado (a distância entre a parte mais submersa do navio e a superfície da água) para 1 metro no Canal de Nova Avanhandava. A determinação vai provocar praticamente a paralisação das embarcações por causa da redução da profundidade do rio.

O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH) informou ontem à noite que mantém entendimentos com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Agência Nacional de Águas (ANA) e DAEE com objetivo de encontrar uma solução para que a navegação seja restabelecida o mais urgente possível. “A retomada da navegação é muito importante para que a safra de soja, que foi recorde em 2014, possa ser escoada pela hidrovia.  Caso isto não aconteça, a soja terá que ser transportada pela rodovia, por caminhões”, informou.

O calado mínimo exigido para a navegação é de 2,20 metros, abaixo disso a operação dos comboios fica prejudicado. No dia 9, o calado da hidrovia passou para 2 metros com ondas de vazão - manobra onde se turbina a geração de energia em Nova Avanhandava para aumentar o nível do rio e auxiliar na passagem do comboio pela eclusa. Com isso apenas 7 das 21 embarcações que utilizam a hidrovia neste trecho de longo percurso conseguiam passar pelo ponto crítico, localizado entre a usina de Três irmãos e Nova Avanhandava.

No dia 16, a Marinha determinou nova redução de calado, de 2 metros para 1,70 metro com onda de vazão. Mas, apesar da mudança, a operação das sete embarcações se manteve até ontem, quando o calado foi reduzido para 1 metro, sem onda de vazão e a operação foi interrompida. “É importante ressaltar que a movimentação da hidrovia está restrita, desde fevereiro de 2014, em função da crise no setor energético - comandado pelo governo Federal - que está direcionando a água para geração de energia em detrimento da navegação. O fato é agravado também pela estiagem que afeta todo o Estado”, informa o DH.

Já o governo federal atribui a redução da capacidade da hidrovia à falta de investimentos do Estado no canal de transporte fluvial. Segundo o DH, desde setembro de 2011, o Estado investiu R$ 250 milhões em obras de ampliação da hidrovia.

A seca está tão grave, que se os reservatórios de Jupiá e de Porto Primavera, que estão abaixo de Ilha Solteira, sofrerem reduções, implicará na mortandade de peixes. O DH está negociando vazões mínimas para que não exista este impacto, para restabelecer o nível de Ilha Solteira e Três Irmãos.

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