O atirador adolescente que matou um colega de classe em uma escola secundária no Estado norte-americano do Oregon na terça-feira estava armado com um rifle de estilo militar e uma pistola semiautomática tiradas da sua casa e não tinha nenhuma relação com a vítima, informou a polícia ontem.
A polícia confirmou que o agressor, identificado como Jared Michael Padgett, se suicidou.
“Não estabelecemos relação alguma entre o agressor e a vítima”, um jovem de 14 anos morto no vestiário masculino do ginásio, disse Scott Anderson, chefe da polícia de Troutdale, perto de Portland (noroeste dos EUA), em uma entrevista coletiva.
Padgett chefou a ferir um professor no quadril, mas a vítima conseguiu chegar até sua sala e alertar os funcionários da administração.
Depois, Padgett caminhou pela escola e acabou se trancando em um banheiro, de onde trocou tiros com a polícia.
O policial explicou que o adolescente saiu do ônibus escolar com um estojo de guitarra e uma sacola. Neles, levava um rifle e uma pistola semiautomática que pertenciam a sua família. Também usava jaqueta, onde carregou munições e uma faca, além de um capacete camuflado. “As armas estavam seguras, mas ele driblou as medidas de segurança”, disse Anderson.
O chefe de polícia reiterou que ainda não foram estabelecidos os motivos que levaram Padgett a cometer o ataque.
O tiroteio de Oregon é o quarto registrado nas últimas semanas no oeste dos Estados Unidos, depois dos incidentes em Las Vegas (Nevada), na Universidade de Seattle (Washington) e em Santa Bárbara (Califórnia).
Segundo a organização americana contra violência armada Everytown, desde dezembro de 2012, quando um atirador matou 20 crianças e seis adultos em Newtown, Connecticut, foram 74 ataques em escolas ou universidades.
O presidente americano Barack Obama disse, nesta terça, em Washington, que sua maior frustração como presidente é que a sociedade do país não tenha tido disposição para tomar medidas para reforçar o controle de armas.