Bairros

Festas juninas fortalecem laços

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Tradicional por suas festas juninas, a quadra 11 da rua Manoel Bento Cruz, no Centro de Bauru, já está preparada para a festança que, este ano, está marcada para o dia 21 de junho e ganhará as cores e formas da bandeira do Brasil para também comemorar a Copa do Mundo. Assim como a vizinhança da localidade, diversos bairros da cidade ainda mantêm viva a tradição de montar o seu próprio arraial, seja na rua ou no quintal de casa (confira nas próximas páginas).

Segundo a professora, pesquisadora e diretora do Instituto Cultural Yauaretê, Sandra Macedo Pereira, também uma das responsáveis pela folclórica festa da Manoel Bento Cruz, a relevância de manter a tradição das festas está no favorecimento e na permanência da proximidade entre os vizinhos e amigos.

“Nessas festas, é comum os vizinhos relembrarem entre si os seus tempos de infância. Contam uns aos outros sobre seus locais de nascimento, mocidade, seus pais... Falam com entusiasmo sobre as festas de outrora, o respeito, a devoção e fé nos santos da Igreja Católica”, enumera.

A professora lembra que Santo Antônio, São João e São Pedro eram muito “solicitados”, principalmente Santo Antônio, considerado casamenteiro. “Portanto, essas festas também servem para o fortalecimento dos laços comunitários”.


Origens

Ainda de acordo com Sandra Macedo, para o Brasil, a tradição dos festejos juninos foi trazida pelos jesuítas, e São João, Santo Antônio e São Pedro eram festejados com fogos nas aldeias jesuíticas brasileiras. Aqui, os elementos culturais e religiosos portugueses somaram-se aos indígenas e africanos.

Contudo, as pesquisas de Macedo apontam que tal celebração teve origem nas festas pagãs existentes na Europa antes da chegada do Cristianismo. “Eram realizadas em homenagem aos deuses da fertilidade e comemoravam as boas colheitas e o fim do inverno. Contudo, com a ascensão do catolicismo, a Igreja associou-as aos santos existentes no período”, finaliza.

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