Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira de basquete, esteve em Bauru na última sexta-feira (13) para acompanhar o jogo-treino da equipe nacional sub-18 contra o time principal do Assis, na última atividade do selecionado juvenil antes da disputa da Copa América da categoria. A disputa acontece de 20 a 24 de junho, em Colorado Springs, nos Estados Unidos.
Na terra do Bauru Basket, o treinador que levou a Argentina ao título olímpico de 2004 praticamente selou a convocação do ala/armador Larry Taylor, do Paschoalotto/Bauru, para a disputa do Mundial de basquete, em agosto.
“Larry é meu homem de confiança. É um atleta que todo treinador queria ter”, afirmou o comandante que ainda garantiu que deve convocar os brasileiros que atuam na NBA (a liga norte-americana de basquete). No ano passado, sem seus principais nomes da NBA, a seleção fez campanha pífia na Copa América, foi eliminada precocemente e não garantiu classificação para o Mundial, deixando a participação no torneio dependente de um convite, que foi confirmado pela Federação Internacional de Basquete (Fiba).
Abaixo, os principais trechos da entrevista com Magnano.
Jornal da Cidade - Por que decidiu acompanhar o sub-18 em Bauru?
Rubén Magnano - Vim acompanhar a última parte da preparação dos meninos que irão disputar a Copa América, que classifica para o Mundial. Acho que temos a obrigação de ficar perto da preparação.
JC- O Paschoalotto/Bauru vem trabalhando bastante a base e já colhe seus frutos. Como você avalia a equipe?
RM- Tenho que parabenizar o Bauru pelo bom empenho nos campeonatos. Nós precisamos desse tipo de clubes, porque, na verdade, o Brasil está passando por um momento não muito bom. Isso significa massificar ainda mais o basquete. Eu acho que é esse o caminho que temos que percorrer.
JC - Já tem os 12 jogadores que irão compor a equipe para disputar o Mundial?
RM- Ainda não soltamos a lista, mas já tivemos uma convocação primária que foi a Sul-Americana.
JC- Você acredita que o Ricardo Fischer, que foi convocado para o torneio Sul-Americano, já está preparado para disputar o Mundial?
RM- O Fischer tem que aprender muito ainda. O Mundial é um grande torneio e, infelizmente, ele perdeu uma possibilidade importante de ir a um Mundial Universitário no ano passado. Mas ele mostrou que está no caminho certo.
JC- E Larry?
RM – Larry é meu homem de confiança. Gosto dele como pessoa e também como profissional. É um cara que eu gosto muito, um atleta que acredito que todo treinador queria ter, porque 100% são coisas positivas.
JC- Rafael Hettsheimer, Rafael Luz e Lucas Bebê, que jogam na Espanha, vão para o Mundial?
RM- Dos nomes que você falou, só o terceiro (Bebê) ainda não sabemos se vai ser convocado. Ainda estudaremos a possibilidade de convocá-lo na próxima semana.
JC- E os jogadores da NBA (Leandrinho, Nenê, Varejão e Splitter), serão convocados?
RM- Sim. Tivemos uma resposta muito positiva por parte deles. Uns 90 % desse pessoal será convocado.
JC- Sem ressentimento?
RM- Não adianta ficar com ressentimento. Isso não ajuda o basquete. Não temos tempo a perder com isso.
Gaspar Nobrega/InovaFoto Mais |
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QUERIDINHO - Técnico conversa com Larry em treino da seleção: ‘Um atleta que acredito que todo treinador queria ter’ |
