Esportes

Campo livre


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Tempo de comunhão

Eu vejo de forma positiva  a realização da Copa mundial de futebol. É claro que existiram e vão continuar a existir problemas sobre corrupção, manipulação, pressão etc. etc. Embora a Fifa tenha uma boa organização, nem por isso seus administradores conseguirão ficar livres de acusações e até mesmo isentos de cometer alguma falcatrua. O controle sempre deverá ser feito por diversas instâncias jurídicas e também sociais como por exemplo pela mídia. Sobretudo para nós brasileiros, o futebol é parte integrante de nossa cultura, de nosso jeito de ser. Nenhum outro esporte reúne tanta gente e serve de aproximação de pessoas umas com  outras e de comunhão regional e integração nacional. Se o brasileiro ainda guarda fidelidade a alguma coisa e não costuma mudar é ser torcedor deste ou daquele clube. Por exemplo, quem é são-paulino, como eu, o é para sempre, assim o corintiano, palmeirense, santista, etc.  Na vitória ou na derrota ninguém muda de clube, cada torcedor respeita o outro, quando dá cada um tira sarro do outro, mas ninguém briga e todos se respeitam. Bons tempos aqueles em que as pessoas eram fiéis a outras coisas até mais importantes do que o futebol. Dizia-se ser pessoa séria e de caráter aquela que era fiel sobretudo a estas três coisas: futebol, religião e política.  Nós acrescentamos fidelidade à família, às tradições culturais, a outras diversas pertenças. Não nos parece que essa sociedade líquida, na qual nada há de sólido, estável e permanente, mas tudo é relativo, volúvel, ou seja, uma construção que cada pessoa faz para si, segundo os interesses do momento e aquilo que melhor lhe agrada, seja um avanço ou progresso. Muita gente critica os investimentos feitos com esta Copa no Brasil, julgando desproporcionais em relação ao que se investe em áreas mais importantes e certamente carentes de recursos. Por isso é também importante que ninguém perca o senso crítico, e que não se proíbam as manifestações populares que cobram das autoridades a transparência nestes gastos  e a correta aplicação de recursos  nas áreas vitais. Desde que respeitadas as leis e o direito estas manifestações são legítimas e devemos apoiá-las. Haverá um só vencedor do troféu maior da Copa, mas todos podemos e devemos sair vencedores dos troféus da amizade e cordialidade, do congregacionamento entre as diversas nações participantes, da paz e da fraternidade universal.

A COPA QUE NÃO ESQUECI FOI...

A de 1958, a primeira do Brasil e que acompanhei quando completava 16 anos de idade. Até hoje me lembro dos nomes daquele time: Gilmar, De Sordi, Belini, Nílton Santos, Zito e Orlando, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo. Técnico: Vicente Feola. 

SE EU FOSSE O FELIPÃO...

O meu centroavante seria o Luis Fabiano, o “Fabuloso”, do São Paulo.

QUEM LEVA ESSA COPA É...

Esta Copa tem tudo para ser nossa.

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