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Confiança: Alecsandro esquece rivalidade: "Hoje, Fred é o melhor do Brasil"

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Filho de um dos maiores ídolos da história do Noroeste, Alecsandro Barbosa Felisbino, 33 anos, seguiu o mesmo caminho do pai: foi balançar as redes Brasil afora, conquistando títulos importantes. Se Lela tornou-se também um dos heróis do Coritiba, campeão brasileiro de 1986, após ser revelado naquele time do Norusca que jogou o Brasileirão de 1978, Alecsandro também nasceu em Bauru, mas saiu do Alvirrubro ainda nas categorias de base, sendo profissionalizado no Vitória da Bahia.

Com passagens por Cruzeiro, Sporting (Portugal), Al-Wahda (Emirados Árabes Unidos), Internacional, Vasco da Gama e Atlético Mineiro, onde pode jogar ao lado do irmão Richarlyson, ele atualmente defende a camisa do Flamengo. Aproveitando um rápido período de folga no Rubro-Negro, Alecsandro veio visitar a família em Bauru e foi ao projeto da Mult Sport Soccer, desenvolvido no Estádio Nelson Reginato do Canto (Jardim Redentor), com garotos de 13 a 17 anos, inclusive disputando com destaque a atual edição da Copa Big Boys nas categorias sub-15 e 17. O jogador conversou também com o JC sobre sua ida ao Flamengo e claro, a Seleção Brasileira que disputa a Copa. “O Brasil está preparado para ser campeão”, garantiu o goleador.

JC - Você é centroavante, e faz muitos gols. O que pode falar desse ataque do Brasil e da expectativa da Seleção para a Copa?

Alecsandro – O Brasil tem um grande time, está com jogadores credenciados e preparados para isso. O Fred é o melhor atacante no Brasil neste momento, e tem tudo para fazer aquilo que sabe: gols.

JC - Chegou a passar pela sua cabeça nestes últimos anos a possibilidade de estar na Seleção Brasileira?

Alecsandro – Seleção é algo que todo jogador almeja. Quando você está em um grande clube, este pensamento aumenta, pois esta possibilidade se torna mais real. Essa Seleção de agora foi montada praticamente toda no ano passado, e naquela época eu estava no Atlético, e o titular no começo do ano era o Jô, e as coisas se encaminharam de uma forma diferente. Mas eu estou satisfeito com a Seleção atual, e vou torcer muito pelo Brasil, espero que a Seleção vença a Copa.

JC - Como está a adaptação no Flamengo, que não começou tão bem o Brasileirão (é o penúltimo colocado no momento)?

Alecsandro – A adaptação foi boa, sai do Atlético Mineiro, que é uma grande equipe, e fui para outro grande time que é o Flamengo. No futebol é sempre complicado lidar com a derrota, as coisas ficam mais difíceis, então essa pausa para a Copa do Mundo pode nos ajudar, com certeza. A gente volta a treinar no dia 16 (ontem) e aí vai direto até a volta do Brasileiro, em julho.

JC - E você, pensa em ser dirigente quando parar de jogar? Até mesmo aqui no Noroeste?

Alecsandro – Eu ainda estou novo, tenho mais alguns anos para jogar. Mas acho que o Noroeste não deveria esperar, porque até lá, do jeito que está, quando eu parar, é perigoso o clube nem existir mais.

JC - O projeto da Mult Sport Soccer terá seu apadrinhamento também a partir de agora?

Alecsandro – Eu recebi o convite e achei importante, trazer uma palavra de incentivo. Isso pode tirar um garoto da droga, do crime. Eu vejo que atualmente o basquete está bem consolidado em Bauru, e acredito que o futebol tem que seguir este caminho. Quem sabe um garoto que está começando aqui pode no futuro vestir a camisa do Noroeste e despontar no cenário nacional e até para fora.

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