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PTB deixa Dilma e oficializa apoio para candidatura de Aécio Neves

Por Lucas Ferraz | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Agência Brasil/Arquivo

No dia em que o PT oficializou a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, Aécio Neves foi a estrela da convenção do Solidariedade, em São Paulo

Após desistir da aliança com o PT, o PTB anunciou oficialmente neste sábado (21) que vai apoiar o senador Aécio Neves (MG), candidato do PSDB à Presidência.

Em nota, o presidente do PTB, Benito Gama, disse que o partido está "sintonizado com o desejo de mudanças que vem sendo expressado pelo povo", por isso a adesão ao candidato do PSDB.

O apoio do PTB à reeleição de Dilma Rousseff era dado como certo -  houve até um almoço em Brasília, em maio, para selar a união.

Descontente com as promessas não cumpridas pelo governo na partilha de cargos, a legenda debandou para o principal partido da oposição. Um dos fiadores do apoio a Aécio foi o ex-deputado Roberto Jefferson, condenado e preso por causa do processo do mensalão.

Apesar de usar o discurso da moralidade para criticar o governo e o PT, Aécio afirmou que não se constrange com o fato de um "mensaleiro" ter sido o principal articulador do apoio do PTB a seu nome.

"Respondo obviamente pela minha conduta e pelas minhas propostas. Não altera em nada o nosso projeto de Brasil. É mais um partido político que se soma e é muito bem-vindo", respondeu.

Em seguida, ele ressaltou: "E só houve mensalão porque o Roberto denunciou".

Segundo Benito Gama, a decisão do PTB de apoiar Aécio Neves será referendada na convenção nacional do partido, no próximo dia 27, em Salvador.

Solidariedade

No dia em que o PT oficializou a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, Aécio Neves foi a estrela da convenção do Solidariedade, em São Paulo. A legenda apenas formalizou o apoio ao mineiro, que já estava previsto desde que sua criação foi aprovada pela Justiça Eleitoral, em setembro do ano passado.

Com a presença de tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do ex-governador José Serra, o evento transformou-se em palco para inflamados discursos contra o governo federal e o PT.

"O Solidariedade é um partido que nasceu na oposição e que está do nosso lado desde o início. O partido aproxima a nossa candidatura dos trabalhadores", disse Aécio. Articulado pelo deputado federal Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e outro ex-aliado do PT, o Solidariedade tem raízes no sindicalismo.

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