Fotos/Malavolta Jr. |
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O estudante Gabriel Henrique Sanches trocou a torcida pelo treino de basquete. “Mesmo se fosse a final da Copa eu estaria aqui na quadra” |
O que você estava fazendo ontem na hora do jogo do Brasil? A resposta, claro, seria assistindo à partida. Nem todos, contudo, optaram por isso. Enquanto a Seleção verde-amarela enfrentava Camarões no jogo decisivo, o estudante do quinto ano de direito Silvio Henrique Bitencourt estudava para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
“Não gosto de Copa. Os jogadores já estão com a vida ganha e eu não. Preciso estudar muito ainda”, relata, bem humorado. Bitencourt conta que só assistiu a um jogo da Seleção Brasileira, durante um churrasco entre amigos. “O único que vi, o Brasil empatou”, brinca, sobre a disputa com o México.
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Televisão desligada: graduando de direito, Silvio Henrique Bitencourt enfiou a cara na leitura |
A avenida Getúlio Vargas, ponto conhecido para as caminhadas de final da tarde, estava praticamente vazia ontem. Mas será possível alguém caminhar na hora do jogo? Sim. “A Copa, para mim, é um momento de descanso e lazer. Porém, longe da TV”, disse o analista de sistemas, Roberto Augusto Purini.
Ele não assistiu a nenhum jogo do Brasil na Copa e afirma que não faz questão. “Em todos os jogos, estava aqui me exercitando. Na estreia do Brasil, só tinha eu na Getúlio. Um deserto”, lembra.
Pedaladas sem bola
Mais orgulho do que acompanhar a Seleção na Copa era ver o filho pedalando em sua bike nova. Apaixonado por futebol, o delegado Ivan Ramos Nogueira Junior deixou o Mundial de lado para incentivar o filhão.
“Aproveitei hoje que o movimento está tranquilo para que ele não ficasse tão vergonhoso. O bom é que emagreço um pouco correndo atrás dele”, brinca. O pequeno Pietro Antônio Gonçalves Ramos Nogueira, 8 anos, não se importou em não ver o jogo. E ainda comentou o próprio desempenho: “já aprendi a andar. O difícil é fazer as curvas”.
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Jonathan Alves trocou o jogo do Brasil pelas manobras radicais |
Outros esportes
Brasil é o país do futebol? Para Jonathan Alves, 17 anos, não. Durante o jogo, ele e amigos praticavam manobras radicais com o skate, na praça Kasato Maru, no Jardim Eugênia.
“Eu até gosto de jogar futebol, mas não de assistir. Já o skate é minha paixão. Uma pena que, no Brasil, não dão muito valor como modalidade esportiva”, lamenta.
Assim como Alves, o estudante Gabriel Henrique Sanches, 16 anos, trocou o “gramado” pela quadra. Com uma bola de basquete, ele mostrou que tem domínio de sobra ao acertar a cesta várias vezes seguidas. “Mesmo se fosse a final da Copa, estaria aqui na quadra”.

