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Ponte permitirá "mão dupla" em viaduto inacabado

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

Depois de 21 anos, a entrega do viaduto inacabado é prometida pelo governo municipal para o dia 14 de agosto. Apesar de novos percalços que culminaram na suspensão de serviços de concretagem pela empreiteira Bema Construções, o prazo está mantido e as obras já começam a interferir no trânsito (leia na página ao lado). Para quando estiver concluído, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) já pensa viabilizar o tráfego em duas mãos sobre o equipamento viário.

Da forma pela qual foi projetado, o viaduto permitirá apenas a ligação da Vila Falcão ao Jardim Bela Vista. Segundo o chefe do Executivo, a solução para a viabilidade do trânsito no sentido oposto está na construção de uma ponte que se sobreponha ao Rio Bauru, na avenida Nuno de Assis, possibilitando o retorno de veículos para a direção da região Oeste da cidade.

Ontem, Rodrigo foi questionado por vereadores sobre a possibilidade da obra, enquanto participava da inauguração da reforma e ampliação de uma escola no Higienópolis. No local, ele confirmou que, em curto prazo, pretende licitar a construção da ponte.

Questionado sobre o custo da obra, o peemedebista admite que ainda não sabe sobre números, mas pondera que o equipamento viário não terá o porte nem a complexidade exigida para um viaduto. “Será um ponte simples de concreto só para fazer dar certo o tráfego em duas mãos. Pedi um estudo para a Emdurb e a Secretaria de Obras já tem um pré-projeto”.

Agostinho afirma que a intervenção será essencial para desafogar o trânsito da região. “De fato, o viaduto em uma mão só não resolve o problema, embora já ajude”.

Segundo o prefeito, após a concretização da ponte, a população perceberá que, ao menos por enquanto, não será necessária a construção da segunda alça do complexo viário projetado inicialmente para onde está o viaduto – ainda – inacabado.

No ano passado, porém, partiu de Agostinho a notícia de que a administração já se mobilizava para contratar o projeto executivo do segundo viaduto para a região. O alto custo da obra é o principal fator que parece ter levado o governo a desistir do plano inicial. “A opção encontrada agora parece bem mais razoável. O aumento do tráfego vai nos dizer quando chegará a necessidade da segunda alça”, pontua.

Final

Nos últimos dias, a Bema Construções suspendeu os serviços de concretagem do último vão do viaduto, até que recebesse pagamento de mais de R$ 400 mil, referente a mais recente das medições da obra. Sidnei Rodrigues, secretário municipal de Obras, informa que o dinheiro, liberado pela Caixa Econômica Federal (CEF), deve chegar à empresa até a próxima terça-feira.

Segundo o prefeito, não houve atrasos nos repasses da União. “O que provocou essa situação é a própria burocracia do poder público. Os técnicos da prefeitura têm um tempo para avaliar o que foi feito pela empresa. Aí vai para a Caixa e os de lá têm mais um mês”, explica.

Caso seja entregue em agosto, a obra chegará a 19 meses de atraso. A administração municipal e a empreiteira protagonizaram embates públicos sobre o contrato e seus valores. O impasse quase interrompeu os serviços, o que poderia levar o caso à Justiça, ampliando ainda mais a duração da novela iniciada em 1993.


Iluminação: mais R$ 800 mil

A obra de conclusão do viaduto inacabado foi estimada em R$ 5,9 milhões, sendo que a maior parte desses valores foi custeada por recursos federais, destinados ao município por meio de emenda parlamentar da bancada paulista da Câmara Federal. Contudo, a Prefeitura de Bauru terá que desembolsar mais R$ 807 mil antes de entregar o equipamento viário à população. Inicialmente, a previsão era de R$ 500 mil.

O valor estimado refere-se à contratação de empresa especializada para instalar o sistema de iluminação pública no viaduto que interligará as avenidas Alfredo Maia e Nuno de Assis.

Secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues diz que serão instaladas lâmpadas de LED no trecho aproximado de 800 metros do viaduto. Trata-se do mais moderno sistema disponível no mercado, por ser mais eficiente e consumir menos energia. 

“A título de comparação, enquanto as luminárias a mercúrio ou vapor de sódio têm vida útil de três a três anos e meio, as lâmpadas de LED podem durar até 25 anos, sem perder a eficiência na luminosidade”, explica o secretário.

O processo licitatório já foi aberto e as empresas têm até o dia 25 de julho para retirar o edital da concorrência pública junto à Secretaria Municipal de Administração.

A sessão para análise de documentação e a proposta comercial das empresas interessadas está marcada para o dia 28 do próximo mês.


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