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Chuva já atinge 120 cidades no Sul

Por Natália Cancian | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Aumentou para 33 o número de cidades em situação de emergência por causa das chuvas que atingiram a região Sul nos últimos dias, segundo a Defesa Civil. No norte do Rio Grande do Sul, o município de Iraí decretou calamidade pública.

Até a noite de domingo, 25 cidades haviam decretado situação de emergência, de um total de 99 municípios que haviam sido atingidos.

Os decretos servem para que os municípios possam solicitar recursos para a reconstrução. Ao todo, 120 cidades tiveram prejuízos com as chuvas nos três Estados da região, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A chuva começou a dar uma trégua ontem.

Prefeituras contabilizam os estragos e iniciaram mutirões de limpeza.

Cerca de 54 mil pessoas tiveram de sair de suas casas na última semana, segundo a Defesa Civil. Destas, 8.622 pessoas no Rio Grande do Sul e Paraná permanecem em abrigos ou na casa de parentes. Santa Catarina não informou quantos já retornaram.

Em Porto Mauá (RS), um dos municípios atingidos pela cheia do rio Uruguai, parte das casas ainda está debaixo d’água. A travessia de balsa que liga o município à região de Alba Posse, na Argentina, continua suspensa.

Em Itapiranga (SC), cerca de dez pontes e pontilhões ficaram debaixo da água.

Nas estradas, motoristas ainda encontram dificuldades. Em SC, há três rodovias federais com pontos interditados: a BR-153, em Concórdia e Vargem Bonita, e a BR-280, em Corupá.

O tempo deve ficar estável no Sul do País ao longo desta semana. Na sexta, pode voltar a chover no centro e sul do Rio Grande do Sul.


Em Itaqui, casas são removidas inteiras do rio Uruguai por trator

A cidade de Itaqui adotou uma maneira engenhosa de evitar que os moradores percam tudo para o rio Uruguai. Ao invés de retirar os móveis e eletrodomésticos de dentro das residências, as casas são removidas inteiras de dentro das águas. Isso foi testado pela primeira vez em 1998, na última grande enchente da região, e se repete agora em 2014.

Mais de 50 casas volantes (como são chamadas essas residências móveis) foram retiradas desde sexta-feira, quando o Uruguai começou a subir. Ele está 9m50cm acima do nível e a previsão é que chegue a 11 metros hoje. Em 1998 atingiu 13 metros em Itaqui, cidade da fronteira oeste com 38 mil habitantes e o município gaúcho mais distante de Porto Alegre (são 710 quilômetros até a Capital).

As casas são construídas sobre troncos inteiros de árvores, colocadas no lugar dos alicerces - que não são de concreto, mas de madeira. Isso forma um piso com estrutura retangular muito sólida e móvel. A Defesa Civil e o Exército rebocam a casa inteira, com uso de tratores e retroescavadeiras.

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