Reuters |
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Papa Francisco recebeu hoje (7), pela primeira vez no Vaticano, seis vítimas de padres pedófilos |
O papa Francisco pediu perdão em nome da Igreja a pessoas que sofreram abusos sexuais de padres. O pontífice se encontrou nesta segunda-feira (7) com seis vítimas.
"Eu imploro o seu perdão, também, pelos pecados cometidos pelos líderes da Igreja, que não responderam adequadamente", disse ele durante a missa com as vítimas, segundo o Vaticano.
As seis vítimas --três homens e três mulheres-- não tiveram a identidade revelada. Eles participaram de uma missa na casa do pontífice e depois se reuniram individualmente com ele.
"Há tempos sinto no coração a profunda dor, o sofrimento, tanto tempo oculto, tanto tempo dissimulado com uma cumplicidade que não, não tem explicação", disse Francisco durante a missa, segundo revelou o Vaticano.
Os encontros foram todos fechados. O papa também teria pedido "desculpas" pelos "pecados e crimes graves" cometidos pelos padres pedófilos.
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que as vítimas são dois alemães, dois ingleses e dois irlandeses.
"É um passo importante em um caminho positivo de saneamento e reconciliação para o futuro", disse Lombardi.
É a primeira vez que um papa se encontra com as vítimas do abuso.
Francisco anunciou o encontro privado no fim de maio. As associações de vítimas aguardavam a reunião e estavam surpresas por ainda não ter ocorrido. Elas avaliavam que o Vaticano não tinha feito o suficiente na luta contra a pedofilia.
O papa anunciou repetidamente "tolerância zero" e a vontade de impor "sanções muito severas". Francisco comparou todo padre que abusa de uma criança a alguém que comete o pior sacrilégio, "uma missa negra". Ele criou uma comissão de peritos para a proteção da infância no seio das instituições da Igreja Católica.
O escândalo, revelado nos anos 2000, atingiu dezenas de milhares de crianças, em diferentes países, da Irlanda aos Estados Unidos. Os fatos remontam às décadas de 1960 e 1970. A Igreja é acusada de ter tolerado e por vezes protegido os criminosos sem ouvir as vítimas.
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