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FNL continua na porta de usina


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Os integrantes do Movimento Irmã Dorothy, da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), continuam acampados em frente de uma usina fechada do município de Espírito Santo do Turvo (75 quilômetros de Bauru). Com o objetivo de reivindicar os salários atrasados dos ex-funcionários da destilaria eles estão acampados desde o dia 2 em frente da empresa, localizada na rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó (SP-225).

Segundo o coordenador geral do Movimento Irmã Dorothy, Paulo Henrique Rodrigues, os manifestantes, que estão em barracas e com faixas,  reivindicam para que o acerto de contas das ações trabalhistas dos ex-funcionários possa ser agilizado. Segundo ele, no local continuam 60 famílias do acampamento e 13 famílias de ex-empregados da antiga usina Sobar.

Rodrigues anunciou também que foi montada uma cozinha com forno a lenha para produzir 2.500 pães caseiros a serem entregues em Santa Cruz do Rio Pardo, Bauru, Agudos, Piratininga, Pederneiras e Borebi a pessoas pobres. “Pretendemos produzir o pão até sábado”, declarou.

O grupo reivindica a venda fazenda de aproximadamente 650 alqueires para o Incra e com o dinheiro pagar os ex-funcionários da destilaria. “Essa seria uma boa alternativa. Além disso, ficamos sabendo que a usina fez uma negociação de R$ 210 milhões. É muito dinheiro para não pagar os ex-funcionários”, disse.

Também está sendo reivindicada a criação de uma cooperativa formada pelos integrantes dos acampados e ex-trabalhadores para retomar a usina.

A antiga Sobar entrou em crise financeira em 2000 e foi adquirida pela Petroforte, de Ari Natalino, que foi afastado do cargo três anos depois por não ter quitado empréstimo com Banco Rural. Ela foi arrendada pela empresa Agroindustrial Espírito Santo do Turvo Ltda., assim que o Banco Rural tomou posse em abril de 2003, por força de ação de execução judicial expedida pela 2ª Vara Cível de Santa Cruz do Rio Pardo.

Natalino não pagou arrendamento junto à instituição financeira. Após a crise financeira da Petroforte em 2003, foi criada a Agroindustrial Espírito Santo do Turvo Ltda (Agrest), ligada ao Banco Rural, que também teve a falência decretada em 2012.

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