Esportes

Tá valendo! O desespero e a esperança

Neto Del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Nova goleada, a pior defesa de sua história e terminando a Copa realizada no Brasil em quarto lugar. Fiasco! Isso traduz a Seleção Brasileira em 2014.

A realidade dos fatos nos traz de bandeja a definição num trocadilho cheio de graça: Contra a Laranja, só sobrou o bagaço!

Enquanto o torcedor tenta realizar com serenidade a autópsia da Amarelinha, virão os pessimistas travestidos de realistas para cravar: “Era mais uma derrota anunciada”. Isso cansa, sabia?

A turma do “eu avisei” e do “eu já sabia” só aparece depois do fato consumado. E já aviso que não serei eu a fazer o papel de advogado do diabo, mesmo Felipão mandando a imprensa para o inferno. Afinal, levar 7 da Alemanha sem ver a cor da bola e depois ter que engolir a Holanda tirar o pé para fazer 3 a 0 numa melancólica disputa pelo insosso terceiro lugar, não é para qualquer um defender.

Há quatro dias, Scolari usou os números para tentar justificar o que chamou de “bom trabalho” após a humilhação contra a Alemanha. Sem essa, Felipão! É preciso apenas dois números para explicar alguma coisa: 7 e 1.

Para a turma do “eu avisei”, a história oferece a muleta. Até hoje, apenas uma vez o país campeão de uma Copa teve a maioria de seus jogadores atuando fora. Foi em 1998, com a França de Zidane. Nesta Seleção do vexame dos vexames, apenas quatro jogam no Brasil: Fred, Victor, Jefferson e Jô.  

A mesma história pode amenizar o drama de quem já sofre com o pesadelo de ver a Argentina fazendo a festa hoje, no Maracanã.

Dos 23 convocados por Alejandro Sabella, apenas cinco jogam em times argentinos. Na Alemanha de Joachim Löw, só seis dos 23 não atuam no fortíssimo Campeonato Alemão.

Presságio? Não, apenas história e dados. Amanhã tudo pode ser diferente e a Argentina contrariar a “lógica”.

Para o brasileiro existem dois bons motivos para torcer que a história se repita: 1.º - e óbvio, simplesmente pelo fato de não querer aguentar os hermanos em festa; e 2.º - para reforçar a tese de que é necessário um futebol nacional mais organizado para chegar em algum lugar.

A realidade é outra e, até 2018, na Rússia, haverá muito trabalho para reconstruir um futebol de glórias no passado e de um presente melancólico.

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