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Simulador de direção chega a Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Renan Casal

O uso do simulador de direção pode substituir quatro das cinco aulas noturnas que são obrigatórias para tirar carta de habilitação

No primeiro momento, a sensação é de estar em um jogo de videogame, comum em shoppings centers e fliperamas. Depois de duas voltas, a sensação já se aproxima mais com a direção de um carro propriamente. Este repórter, que possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – Categoria B há sete anos, experimentou o uso do simulador de direção em uma autoescola na quadra 12 da avenida Rodrigues Alves, em Bauru.

O aparelho, instalado em uma sala preparada especificamente para isso, tem três telas, sendo a central a visão frontal do motorista e as duas laterais a simulação dos espelhos retrovisores laterais. O espelho retrovisor interno também é simulado, a exemplo dos pedais de aceleração, freio e embreagem. O freio de mão e o câmbio também precisam ser usados à risca pelo motorista, assim como o cinto de segurança. Uma caixa de som próxima ao banco dá a sensação de estar no trânsito – no caso uma rodovia de pista simples.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) havia determinado para o próximo dia 31 o início da obrigatoriedade do uso do equipamento nas aulas práticas, porém no mês passado a medida foi revogada, e a utilização do simulador pelas autoescolas será facultativa. Um projeto de lei que tramitava na Câmara dos Deputados, em Brasília, também exigia o uso do aparelho, mas uma das comissões temáticas da Casa derrubou a exigência.

Em média, a aula extra no simulador custa R$ 40,00, contra R$ 50,00 da aula extra na rua, sendo que o simulador pode substituir quatro das cinco aulas noturnas obrigatórias. O número de aulas práticas também vai passar das atuais 20 para 25, o que pode gerar um aumento de cerca de R$ 250,00 para novas habilitações em breve. De acordo com Valdir Oliveira, da Associação das Autoescolas de Bauru, quatro autoescolas da cidade adquiriram o simulador. Ele vai participar de uma reunião em São Paulo nesta semana com a Associação Estadual, com o objetivo de definir os rumos da utilização do simulador sem a obrigatoriedade.

 

Vantagens

Apesar da obrigatoriedade ter sido revogada, Caio Ferreira, proprietário da autoescola, acredita que os alunos que usarem o equipamento serão beneficiados. “Tem gente que chega sem noção nenhuma de direção, ou com medo de dirigir. Então o simulador pode ajudar bastante, pois é um treino antes de ir para a rua, com o carro mesmo”, aponta o empresário, que investiu cerca de R$ 40 mil no equipamento. “Não dá para dizer se vai haver lucro, teria se fosse obrigado. Agora que não é, eu acho difícil, mas eu acho que será um diferencial, pois como eu falei muitas pessoas poderão aprender com o simulador primeiro”, afirma Caio Ferreira.

 

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