Tribuna do Leitor

Cinco por doze


| Tempo de leitura: 1 min

Hoje, pensando na Copa, podemos encarar tudo como um jogo, ou seja, entretenimento - nada mais do que uma partida. Ou talvez possamos fazer associações com a política, as eleições, uma euforia provisória, um estado de espírito egocentrado em dimensões continentais, inflamado por crenças desprovidas de consistência. Houve também alguns aspectos ironicamente simbólicos: uma cerimônia de abertura que se assemelha ao jogo esvaziado de técnica e arte contra a Alemanha; o primeiro gol da nossa seleção contra ela mesma.


Para quem mora no Estado de São Paulo, até ganhamos um dia de luto com o feriado da revolução paulista - outra coincidência simbólica. Há aprendizados os mais variados em torno do "mito da derrota", o que pode dar uma dimensão mais rica, sábia e virtuosa à experiência de ser brasileiro. Sem apocalipse, mas com uma espécie de ressaca moral e emocional pós-carnaval. Se o dito popular afirma que o Brasil só começa depois do carnaval, um novo ano começa agora. Façamos valer por doze os próximos cinco meses.

Alexandre Henrique Carvalho

Comentários

Comentários