Tribuna do Leitor

Fraldas, ora fraldas


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Há algum tempo a professora Neiva Vilela, da área de Geografia, falou para mim: - Carlos, você já fez ideia onde vamos parar com tantas fraldas descartáveis? Qual será o fim que será dado às mesmas?

Analisei e fiquei pensativo, relembrando no tempo que os meus dois filhos Fabiano e Fernando foram criados com fraldas de pano (algodão), que eram limpas de acordo com a necessidade, lavadas, desinfetadas, secadas e passadas para novo uso. E quantas e quantas vezes Vera Lúcia, minha esposa, não as colocava de maneira estratégica para secar, pois no tempo das chuvas o ar úmido não permitia que ficassem secas conforme a necessidade. Ainda mais que eram 2 (dois) meninos... mas era uma luta que tínhamos resultados...

Hoje, séc. XXI, pode passar despercebido para muita gente, mas as fraldas descartáveis para bebês representam uma grande ameaça ao meio ambiente. Da produção até o seu descarte, o uso desse item tão comum já virou alvo de críticas e motivos não faltam. Composta por uma camada exterior de polietileno sintético (derivado de petróleo), e uma parte interna feita com por papel e poliacrilato de sódio, estima-se que, em um ano, uma única criança seja responsável pelo uso de 130 quilos de plástico, contando também as embalagens, além de algo entre 200 a 400 quilos de pasta de papel.

Em relação à destinação das descartáveis, parece difícil fazer outra coisa senão jogar a fralda no lixo comum, ou muitas vezes, como temos observado, recentemente, em nossa cidade, as encontramos jogadas nas praças públicas, nas sarjetas, em lugares de circulação como se as mesmas pudessem derreter a olhos visto. Na grande maioria das vezes, o aterro sanitário é o destino final de todas as fraldas usadas por qualquer criança. Dessa forma, cerca de 2% de um único lixão é composto por fraldas, que podem demorar até 500 anos para sofrerem o processo de decomposição. Uma boa pergunta é: - Mas não dá pra reciclar?

No caso das fraldas, há países como a Inglaterra que já disponibilizam usinas para o tratamento de todos os componentes das fraldas descartáveis, que após serem lavadas e processadas, e se transformam em telhas e capacetes para ciclistas. Segundo a BBC, em 2014 o país deve ter mais três usinas (só uma existe ? que custou US$ 17 milhões). No Brasil, ainda não há planos para a construção de usinas do tipo. Vamos esperar a conscientização das mamães e papais, para que deem um destino correto às fraldas. E que as autoridades possam se mobilizar para uma destinação correta das mesmas.

Fonte de pesquisa - mhttp://www.ecycle.com.br/index.php

Prof. Carlos Alberto Alves Neves

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