Ídolo em Uberlândia, o norte-americano Robert Day já está bem adaptado ao Brasil. Natural de Oregon, Day já fala Português fluentemente e seu estilo de jogo se encaixou bem ao basquete brasileiro, tanto que ao sair do time mineiro despertou a atenção de pelo menos cinco clubes do Novo Basquete Brasil (NBB), e para felicidade dos torcedores do Dragão, acabou acertando com o Paschoalotto/Bauru.
Aos 32 anos, Robert Day está há poucos dias em Bauru e também não conhece nenhum jogador do atual elenco bauruense, pelo menos de atuar junto. Curiosamente, o atleta que ele tem contato há mais tempo é o seu compatriota Larry Taylor – desde 2012 naturalizado brasileiro – uma vez que se enfrentaram em várias ocasiões na Liga Mexicana na década passada. Abaixo, os principais trechos da entrevista do ala ao JC.
JC – Todos aqui no Brasil te conhecem pela sua boa passagem de quatro anos em Uberlândia. Como foi a trajetória do Robert Day antes?
Robert Day – Meu primeiro time profissional foi no México, fiquei lá por cinco temporadas. Não sei se o mundo inteiro respeita o basquete mexicano, mas eu estava jogando com um técnico que conhecia muitos agentes fora do México e ele contactou um agente para vir ao Libertad Sunchales, da Argentina. Eles gostaram de mim, mas não deu certo de contratar. Ele mesmo tinha contatos no Brasil, e vim para o Uberlândia.
JC – Nesses cinco anos no México você certamente jogou várias vezes contra o armador Larry Taylor, que hoje é ídolo aqui em Bauru e ficou muito tempo lá também...
Day – Sim, nos enfrentamos várias vezes. Respeito muito o jogo do Larry, ele é um lutador. Sempre quis jogar com ele, e agora deu certo. Sempre tem muito estrangeiro que vai de um país para o outro, mas ele é um jogador que gosta de ficar e criar uma história em um lugar, como fez aqui.
JC – No time campeão brasileiro por Bauru em 2002, havia um norte-americano com características parecidas com as suas: ala, exímio chutador de 3 e que já vinha atuando no Brasil, que era o Jeffty Connelly. Você o conhece?
Day – Não o conheço pessoalmente, mas já ouvi falar. O Brasília (pivô ex-Bauru na época de Connelly) que jogou comigo em Uberlândia e foi técnico nosso na temporada passada falou algumas vezes dele, justamente por causa desse bom chute.
JC – No Brasil, quais foram seus grandes momentos?
Day – Com certeza, o primeiro Jogo das Estrelas. A bola estava caindo, foi muito marcante. E também quando chegamos às finais, no NBB 2013, contra o Flamengo.
JC – Você citou que o Larry fica vários anos no mesmo lugar, e você mesmo ficou 4 anos em Uberlândia. Pretende ficar um bom tempo aqui?
Day – Eu estou há poucos dias em Bauru. Por enquanto só vim do apartamento para o treino e fui uma vez ao supermercado, mas gostei do pouco que vi da cidade. Estou animado.
JC – Pelo Uberlândia, já enfrentou Bauru na Panela. O que esperar da torcida agora como jogador bauruense?
Day – Lá em Uberlândia tinha uma boa torcida também, mas eu vi essa Panela lotada e é uma coisa impressionante. O apoio dessa torcida será muito importante.
JC – E o que mais pesou para o seu acerto com o Bauru?
Day – Eu quero um lugar seguro para mim e minha família. E claro, um time forte, uma boa torcida, graças a Deus tudo deu certo. Tudo isso pesou para que eu viesse para Bauru.
JC – Para finalizar, como é o Robert Day fora da quadra?
Day – Eu gosto de ver filme, passar um tempo com a família, brincar com meus dois filhos. Eles fazem natação, minha filha faz balé e eles estão falando bem Português já, mas claro que falam Inglês melhor (risos).
LDB 2014 terá 24 equipes e quatro etapas de disputa
A Liga Nacional de Basquete (LNB) divulgou ontem as equipes e a fórmula de disputa da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) deste ano.
A quarta edição da principal competição de base (sub-22) do basquete brasileiro viverá a maior temporada de sua história e será disputada por 24 equipes entre agosto e dezembro de 2014. Esta será a maior edição da LDB, que em sua última temporada teve a participação de 20 times e o Flamengo como grande campeão. O Paschoalotto/Bauru foi vencedor na temporada 2012/2013.
Fórmula
Os 24 times se enfrentarão em turno único na fase de classificação, a ser realizada em quatro etapas ao longo de agosto, setembro e outubro. Sendo assim, cada equipe terá garantido um mínimo de 23 jogos. Os oito melhores avançarão à fase final, agendada para o início de dezembro.
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