Esportes

Tá valendo! Gallo na cabeça?

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

O poderoso chefão abre o bico hoje. José Maria Marin promete coletiva (veja só) para explicar a saída de Felipão. Há quem acredite que também seja anunciado o nome do novo treinador da Seleção Brasileira ou, pelo menos, do coordenador técnico. O “chute” mais comentado é que Alexandre Gallo será efetivado como um tampão.

Nomes como Leonardo (ex-lateral do São Paulo e ex-diretor do PSG, da França) e Paulo Roberto Falcão (o Rei de Roma, que não renovou contrato de apresentador com a FOX Sports) ganham força para assumir o posto que foi de Carlos Alberto Parreira.

Depois do doloroso 7 a 1 contra os alemães, a meta é resgatar aquilo que já foi nossa marca registrada: o futebol bem jogado.

Mas precisamos muito mais do que uma mudança de técnico e coordenador. Não é a Seleção que precisa mudar, mas sim, a maneira de enxergar e conduzir o futebol e o esporte brasileiro.

Enquanto nossas categorias de base buscam alucinadamente jovens com boa estatura e porte físico avantajado, nossos craques são vendidos muito cedo para o Exterior e moldados conforme o destino. O talento ainda precisa ser prioridade.

Herói de 1994, Romário, agora deputado, usou o plenário da Câmara ontem para indicar que a eleição de Marco Polo Del Nero seja anulada. Julgando-se superior às leis do País, a CBF não é fiscalizada por ninguém. Pior: é eleita por quem depende dela para existir (são 47 votos na eleição para presidente da CBF - 27 dos presidentes das federações estaduais e 20 dos presidentes dos clubes da Série A).

Nesse contexto existem duas saídas lógicas: ou aliviamos a barra com uma mudança estatutária, ou será necessária uma intervenção. É isso que pede Romário.

Talvez as decepções nas Copas de 1982 e 1986, quando jogamos o verdadeiro futebol brasileiro sob o comando de Telê Santana, somados ao tetra de 1994 (conquistado há exatos 20 anos, no dia 17 de julho), quando trouxemos a taça com um estilo feio e burocrático, tenham desviado nossa atenção, confundido nossas certezas.

Criamos a falsa ideia de que o jogo deve ser eficiente, custe o que custar. Só agora caímos na real de que essa conversinha não serve mais nem para a Alemanha. Uma hora ia dar errado. E deu.

 

Comentários

Comentários