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Poupar, ou realizar investimento, não é só guardar dinheiro, é sinônimo de precaução para enfrentar “invernos” mais rigorosos no cenário econômico. E, neste caso, a cultura da inflação e do consumismo são fenômenos que preocupam.
“A indexação é um mecanismo perigoso porque pressiona a inflação de um mês para o outro. Hoje, pela inflação alta, os empresários não conseguem repassar os custos para os produtos. Esse cenário preocupa, e o consumidor tem de ser conservador com despesas nesse momento”, orienta o economista Carlos Sette.
E se tem inflação, os consumidores veem pressionado o poder de compra. Então, no círculo vicioso, mesmo com reposição do salário, o poder nominal de compra reduz. Com este panorama, o consumidor que se endividar pode ter mais dificuldade em ajustar suas contas nos próximos meses.
Por esta razão, os economistas têm sido unânimes em sugerir que os consumidores não gastem mais do que ganham e, se têm dívidas, corram para se ajustar. Quem tem alguma reserva, por óbvio, deve mantê-la a sete chaves para alguma emergência.
“Vale a pena neste momento não assumir compromissos novos. O cenário não é bom, infelizmente. Claro que muita gente faz planejamento e tem sua planilha de custos bem controlada, por isso, vai conseguir trocar seu carro, se atualizar. Mas tem muita gente envolvida em uma roda viva de gastos e não tem noção de como isso pode, daqui pra frente, ficar incontrolável. Pôr a barba de molho e comer canja de galinha não faz mal a ninguém”, complementa Sette.
O que é?
Liquidez - É o conceito financeiro para definir a facilidade com que um ativo (bem) pode ser convertido em dinheiro.
Rentabilidade - É o retorno esperado de um investimento, descontados custos (tarifas e inflação). Em uma aplicação de R$ 1.000,00 por 1 ano, se o retorno for de R$ 100,00 brutos, você tem de deduzir, por exemplo, 5% de inflação anual e tarifa bancária de R$ 5,00/mês. O resultado é a rentabilidade líquida, ou o retorno do investimento.
