Além das Unidades de Pronto Antedimento (UPAs) do Mary Dota e do Ipiranga, a interrupção do atendimento médico também afetará hoje a UPA do Geisel/Redentor. A dificuldade adicional à escassez de 69 profissionais da urgência e emergência foi provocada pela morte da mãe de um dos profissionais escalados para este domingo, situação que lhe garante três dias de licença.
Como os médicos foram escalados para trabalhar em dupla no plantão deste final de semana nas UPAs, a Secretaria Municipal de Saúde fez remanejamentos e suspendeu o atendimento por algumas horas no Geisel. Mas outros darão retaguarda aos pacientes que procurarem a unidade das 13h às 19h.
Em caso de urgência e emergência, eles serão encaminhados pelo Samu às unidades com médico. O procedimento é o mesmo nas outras duas UPAs em situação semelhante. Segundo informou ontem o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antonio Sabbag, os serviços estão normalizados neste domingo no Pronto-Socorro Central (PSC) e na UPA do Ipiranga.
Ontem pela manhã, tanto ele, quanto o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, e o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) mantiveram uma ‘força-tarefa’ para encontrar profissionais que garantissem atendimento médico nas quatro UPAs, além do PSC. O esforço, porém, foi em vão.
Ainda assim, a situação parecia menos complicada que no final de semana anterior, quando o serviço de emergência foi interrompido nas UPAs do Mary Dota, Geisel/Redentor e Ipiranga tanto no sábado quanto no domingo. Durante o dia de ontem, o atendimento médico foi normal nas UPAs, situação alterada apenas na do Mary Dota, a partir das 19h.
A dificuldade nas escalas médicas, no entanto, é bem mais antiga. Conforme o JC veiculou nas últimas semanas, a administração não conseguiu recrutar médicos para cumprir plantões extras aos sábados e domingos. Eles alegam cansaço por sobrecarga de trabalho.
Proposta
Para reverter a dificuldade em conseguir médicos para cumprir plantões extras aos finais de semana, a prefeitura apresentou proposta de redução da carga horária na rede básica de Saúde de 20 para 15 horas semanais. Com a medida, a hora trabalhada, inclusive dos profissionais da urgência e emergência, será majorada em 33%. “Um grupo de médicos ficou contente com a proposta e se dispôs a trabalhar neste final de semana. Mas eles sabem que a proposta só passa a valer a partir do momento em que for aprovada pela Câmara. Vamos tentar enviar (o projeto) nesta semana. Outros querem esperar a proposta ser aprovada para voltar a dar plantão”, explica o prefeito Rodrigo Agostinho. Já o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Luiz Antonio Sabbag, pondera ainda que, em algumas épocas do ano, a situação fica ainda mais complicada. É o caso do período de férias ou feriados prolongados.