Internacional

Conflito em Gaza tem dia mais violento

Folhapress
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A ofensiva de Israel na faixa de Gaza contra o grupo islamita Hamas teve o dia mais sangrento de todos neste domingo (20), de acordo com os dois lados do confronto que já dura quase duas semanas.

O governo palestino declarou que ao menos 87 civis foram mortos, a maioria na região de Shejaiya. Em Israel, militares anunciaram que 13 soldados acabaram morrendo em emboscadas.

Segundo o Exército, sete soldados mortos estavam num transporte blindado atingido por disparos antitanque, em Shejaiya. Outros foram atingidos quando se posicionavam dentro de casas que haviam tomado.

Desde o dia 8 de julho, pelo menos 423 palestinos morreram no conflito, incluindo cerca de 100 crianças, além de mais de 3.000 feridos.

No lado israelense, desde o início do confronto 18 já foram mortas. O total de soldados mortos no domingo ultrapassa o número de baixas nas duas últimas ofensivas em Gaza, em 2008 e 2009.

A quantidade de vítimas do conflito aumento dramaticamente desde a noite de quinta-feira (17), quando o Exército israelense começou uma operação terrestre para complementar os contínuos bombardeios da Aviação e da Marinha de Guerra contra o território palestino.

TRÉGUA

Durante a manhã do domingo, Israel concordou com um cessar-fogo humanitário solicitado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha para que fosse possível evacuar feridos e civis, além de remover corpos das vítimas.

No entanto, passado menos de uma hora de trégua, o Exército israelense acusou o Hamas de violar o cessar-fogo e voltou a atacar a região da Cidade de Gaza.

Na quinta-feira (17), outra tentativa de trégua também acabou frustrada. Israel e Hamas haviam se comprometido com um cessar-fogo de cinco horas a pedido da ONU, mas três morteiros lançados a partir de Gaza atingiram o sul de Israel, durante o período de trégua segundo o Exército israelense.

EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e disse estar "seriamente preocupado" com o crescente número de mortos nos dois lados do conflito. Obama disse que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, deve ir ao Cairo nos próximos dias para negociar a suspensão imediata do conflito.

Kerry qualificou de "infernal" a operação militar de Israel em Gaza, durante uma conversa telefônica privada que foi ouvida por jornalistas que iam entrevistá-lo.

Quando, já diante das câmeras, Kerry disse que os EUA "apoiam o direito de Israel de se defender contra os lançamentos de foguetes".

O Conselho de Segurança da ONU realiza uma reunião de emergência para abordar os últimos eventos em Gaza.

O encontro foi pedido pelo presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, que quer que Israel seja responsabilizada pelo conflito de acordo com o direito internacional.

HAMAS

As Brigadas "Azedin al Kasam", braço armado do Hamas, anunciaram a captura de um soldado israelense. Ao falar numa emissora de TV do Hamas, o porta-voz mascarado Abu Ubaida disse: "capturamos um soldado sionista e a ocupação não admite".

As brigadas identificaram o soldado como Saúl Aron, e revelaram o número de sua placa de identificação.

Fontes das Forças de Defesa de Israel ouvidas pelo jornal israelense "Haaretz" não confirmaram a informação e disseram que as chances de o sequestro ter realmente ocorrido eram pequenas.

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