Comemora-se hoje o Dia do Motorista, que tem São Cristóvão como Padroeiro. Nossos cumprimentos e gratidão aos motoristas que, ao transportarem pessoas e produtos, contribuem para o crescimento do Brasil! A celebração é ocasião para reflexão e conscientização para a questão da paz no trânsito, especialmente em Bauru, por conta do aumento da impaciência, agressividade, imprudência e do índice de acidentes, com vítimas fatais, feridos e sequelados.
A paz no trânsito é um imperativo ético para todos os motoristas profissionais e condutores. Com o considerável aumento do número de veículos e motos nas cidades, especialmente em Bauru, o trânsito se torna um elemento que potencializa o estresse. É recorrente o uso da buzina, agressões verbais e gestuais, irritabilidade e impaciência em situações que exigem as virtudes da cordialidade e tolerância. Não há mais tempo para dar preferência ao pedestre, para aguardar uma manobra ou dar passagem a quem sinaliza.
É absolutamente imperiosa a educação para a paz no trânsito. Há muitos motoristas que praticam a cordialidade e gentileza no trânsito, atitudes naturais que não deveriam causar surpresa quando praticadas. O crescimento econômico e o consumo devem ser acompanhados pelo progresso humano e ético para se evitar a desumanização e violência (acidentes, mortes e agressões). Precisamos humanizar o trânsito por meio da cultura da paz que se fundamenta na educação e no tríplice respeito: vida, semelhante e leis de trânsito.
São Cristóvão, segundo a tradição, era um homem muito alto que, após sua conversão, utilizou sua estatura e força para ajudar as pessoas a fazer a travessia de um rio com fortes correntezas. Sejamos cordiais, magnânimos de espírito e pacientes na travessia da vida. Afinal, precisamos uns dos outros para seguir tocando em frente. Alguns "crescem" ao assumir a condução de um veículo, tornando-se um perigo para os semelhantes. No lugar de crescer em poder que pode destruir seria melhor crescer em cordialidade como fez o santo protetor dos motoristas. Peçamos a Deus o dom da paz e da paciência no trânsito.
O autor é pároco da Igreja de São Cristóvão