Aceituno Jr. |
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Inauguração do comitê de Tobias reuniu Aloysio, Serra e Aníbal e muitos militantes de Bauru e região, ontem, na Duque de Caxias |
Em visita a Bauru nesta sexta-feira, 3 candidatos das chapas majoritárias do PSDB na eleição deste ano pregaram a necessidade de implantação do voto distrital nas eleições proporcionais. Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves à Presidência da República, José Serra e José Aníbal, candidato ao Senado e seu suplente, respectivamente, mostraram estar afinados em torno da proposta de reforma política para o País.
Aloysio Nunes afirma que, em um primeiro momento, essa ação deve focar a redução do número de cargos comissionados, ocupados por livre nomeação, na estrutura da administração pública, com o intuito estancar as relações políticas fisiológicas. “Em seguida, devemos priorizar o voto distrital”.
Para o tucano, a medida garantiria maior representatividade ao Congresso Nacional e implicaria em brusca queda dos custos de candidatos com campanhas eleitorais.
Hoje, raramente, um político que pleiteia uma cadeira da Câmara Federal consegue se eleger com atuação em uma região restrita do Estado. Como precisa ampliar sua campanha territorialmente, cresce a necessidade por recursos financeiros.
Com a proposta defendida pelos tucanos, o Estado seria dividido em distritos e cada um deles elegeria um deputado estadual e outro federal.
“Se nenhum candidato da região obtivesse maioria dos votos, poderia ser realizado, inclusive, um segundo turno entre os dois mais bem colocados. Dessa forma, a população daquela área saberá quem será seu representante e poderá cobrar dele”, pontua José Aníbal.
Serra defende o voto distrital misto, no qual metade das vagas do Poder Legislativo seria ocupada por parlamentares escolhidos por suas regiões, e a outra parte por meio das listas partidárias. Nesses casos, os nomes seriam indicados pelos partidos de acordo com a proporção de votos que cada um deles recebesse.
Trata-se de uma forma de contemplar aqueles políticos com amplas bases eleitorais, que, atualmente, exercem o papel de puxadores de votos.
Municípios
Para José Serra, antes de ser implantado pelas Assembleias Legislativas e pela Câmara Federal, o voto distrital deveria ser o mecanismo utilizado nas eleições para as Câmaras Municipais.
“Em uma cidade como Bauru, com 360 mil habitantes e 17 cadeiras no Legislativo local, o território seria divido em 17, com populações, em média, de 21 mil habitantes. Cada distrito desse teria seu vereador. Com certeza a população aprovaria a ideia e daria força para estender a proposta aos Estados e ao País”, acredita o candidato a senador tucano.
Sobre a TV
Serra prega o fim da reeleição, instrumento que, segundo ele, não deu certo no Brasil. Ele pontua ainda que deveriam ser proibidos os programas eleitorais na televisão com grandes produções. “Tinha que ser só o candidato e a câmera, sem artifícios”.
Seu suplente, José Aníbal, vai além e defende o fim das coligações entre partidos para disputas proporcionais. “Elas são absurdas e promovem um jogo de barganhas em troca de tempo de televisão. E tem que ter cláusula de barreira. Não há porque manter partido sem representatividade”.
Candidato a senador, Serra aponta medicina aqui como prioridade
Ex-governador de São Paulo e candidato ao Senado Federal, José Serra (PSDB) afirma que a criação da Faculdade de Medicina em Bauru pode ser viabilizada por meio de parceria entre os três entes federativos: município, Estado e União.
“Para dar certo, precisamos de uma ação articulada, com cada um dos governos entrando com uma parte. A cidade ficaria com questões mais simples, como disponibilizar a área para a construção”, explica.
Serra afirma que o parque hospitalar existente na cidade é uma grande vantagem para a concretização da proposta. “Não seriam necessários investimentos na parte mais cara. A faculdade é essencial para Bauru, até mesmo para ampliar a oferta de profissionais médicos na região”.
O tucano diz ainda que o Estado de São Paulo é discriminado por contribuir com 40% da arrecadação de impostos à União e não receber um décimo como retorno.
“Sem falar que a participação do governo federal no custeio de serviços essenciais caiu drasticamente. Um exemplo é a Saúde. Tanto é que, quando saí do ministério, esse setor era apontado como principal problema do País por 6% dos brasileiros. Hoje, esse índice é de 46%”.
Pedro Tobias inaugura comitê e pede ‘voto para todo o nosso time’
Mais de 200 pessoas participaram na inauguração do comitê eleitoral do deputado Pedro Tobias (PSDB). Ele busca, em 2014, seu quinto mandato na Assembleia Legislativa. Prestigiado pelas lideranças tucanas, o parlamentar fez um apelo para que seus eleitores votem também no grupo que chamou de seu time.
“Se for para votarem em mim, que escolham também o Aécio Neves para presidente, o Geraldo Alckmin para governador e o José Serra para o Senado. Se não for com eles nesses cargos, prefiro ficar em casa”, brincou Pedro, que garante, para breve, a participação dos candidatos ao Palácio do Planalto e ao Palácio dos Bandeirantes em sua campanha na cidade.
Após a inauguração do seu comitê, na quadra 6 da avenida Duque de Caxias, Tobias disse que a largada de sua campanha proporcionou injeção de ânimo para os próximos meses.
O evento contou com a participação de dezenas de prefeitos e vereadores da região, além de candidatos a deputado federal. Entre eles, Bruno Covas (PSDB), que atualmente exerce mandato na Assembleia Legislativa. “A atuação do Pedro fez com que ele se tornasse não apenas o deputado de Bauru, mas o deputado da militância do PSDB”, disse, em seu discurso.
Candidatos do PMDB – partido que integra coligação adversária à dos tucanos – também estiveram na inauguração do comitê. Ex-prefeito de Agudos Carlos Octaviani (PMDB) fará campanha para Tobias e José Serra. O outro peemedebista presente foi o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Ferreira Pinto.
Aloysio Nunes: só a mudança de governo vai recuperar a economia
Candidato a vice de Aécio Neves (PSDB), o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) acredita que a troca de governo, isoladamente, já ajudaria o País a deixar o cenário de desaceleração econômica, diante do cenário pessimista construído por fatores como, por exemplo, a inflação fora do teto da meta.
“A simples perspectiva da nossa vitória faria com que recuperássemos o ânimo e a confiança, resultando no aumento das ações de investimentos. Mas, sobretudo, o brasileiro sabe que precisa de um bom governo, organizado, com planos e metas; que fala a verdade e não se esconde atrás de propaganda; um governo que ajude o País. Esse de agora atrapalha e está com prazo vencido”, argumenta, referindo-se à administração da presidente Dilma Rousseff (PT).
O senador eleito por São Paulo em 2010 cita que o governo impede, por exemplo, a votação no Congresso Nacional da proposta que altera os indexadores das dívidas federalizadas dos municípios. A medida faria despencar de R$ 12 milhões para R$ 6 milhões o valor anual pago pela Prefeitura de Bauru em função dessa dívida.
Nunes deixou claro também que a escolha de seu nome para a chapa encabeçada por Aécio Neves tem como objetivo fortalecer a candidatura do mineiro em São Paulo.
“Vou ser um vice muito ativo e trabalhar pelo nosso Estado, como fiz em todos os outros cargos públicos que ocupei”, prometeu.
O senador critica, por exemplo, o fato de o governo federal não ter concretizado a proposta de alíquota única para o ICMS, o que daria fim à guerra fiscal entre os estados.
José Aníbal critica ‘bagunça’ no setor energético brasileiro
Secretário de Energia do Estado de São Paulo por mais três anos, o deputado federal José Aníbal (PSDB) é um dos mais severos críticos das políticas do governo Dilma Rousseff (PT) no setor energético. O maior erro, segundo o tucano, foi a injeção de R$ 60 bilhões do Tesouro Nacional para salvar empresas de geração e distribuição de energia elétrica.
“Eles estão segurando, mas, para o ano que vem, essa conta será repassada para todos nós. E não será um aumento de 5% ou 6%. Será de 18%, 19%”, exemplifica.
Candidato à suplência do Senado Federal, o tucano diz ainda que os negócios da Petrobras foram tratados e assinados “em papel de pão”, gerando prejuízos de outros bilhões.
“Sem contar o setor sucroenergético, cuja crise, com certeza, é sentida aqui na região. Usinas estão fechando porque o governo está desperdiçando fonte de energia disponível e limpa”, critica.
Para Aníbal, Dilma bagunçou o setor energético, que depende de profunda reestruturação. “O País só não parou por causa da força de São Paulo e de seu potencial para a logística”.
