Estou em Reggio Emilia, num encontro internacional de professores. Vieram comigo 4 amigas bauruenses. Faço um ateliê com o professor Francisco Tonucce, conhecido por seu trabalho com governos de cidades, para que entendam a importância de ouvir e respeitar as crianças em seus sonhos e necessidades. Já são 29 cidades no mundo que criaram conselhos infantis a partir de suas ideias; entre as cidades Roma, Reggio Emilia e Buenos Aires. Os conselhos são criados pelos prefeitos, que os ouvem. Passam a interferir no governo de forma efetiva. Enquanto ouvia e conhecia as ideias do prof. Francisco, pensava em Bauru, minha querida cidade, onde não percebo a participação efetiva das crianças nem mesmo nas famílias e nas escolas. Como seria bom que uma nova filosofia fosse adotada em nossa cidade, que assumisse a criança como parâmetro. Uma cidade que pense nas crianças é uma cidade para todos.
"A Cidade das crianças", como é conhecido o projeto, torna-se um laboratório que funciona como "grilo falante". Com função educativa no confronto dos cidadãos e prefeitura. Esta é uma nova proposta de organização democrática para as cidades, onde não só alguns adultos serão ouvidos, mas também as crianças. Sugiro que seja pensado para um plano de governo.
Professora Leila F. Arruda